O processo de reconhecimento da Denominação de Origem Protegida (DOP) “Azeite de Murça” continua a assumir-se como uma iniciativa de relevância para a valorização do território, da produção olivícola e da identidade agrícola da região, sendo visto como um passo importante na proteção e afirmação de um produto com forte ligação histórica ao concelho.

A produção de azeite faz parte da identidade de Murça há várias gerações, tendo desempenhado um papel marcante na economia local e na construção da paisagem agrícola do território. O olival mantém-se como uma atividade com forte peso na região, associado a conhecimentos e práticas transmitidos ao longo do tempo.

O reconhecimento da DOP pretende garantir a proteção e valorização dessas características diferenciadoras, assegurando uma ligação formal entre o produto e a sua origem geográfica. Segundo é referido no processo, trata-se do reconhecimento “de um território, de um saber-fazer transmitido ao longo de gerações e de características naturais e humanas que conferem identidade própria ao azeite aqui produzido”.

A candidatura, promovida pela Cooperativa Agrícola dos Olivicultores de Murça, tem uma abrangência territorial e procura beneficiar todos os produtores que cumpram os critérios definidos no respetivo caderno de especificações, permitindo reforçar a valorização da produção local.

Ao longo dos últimos anos, o azeite produzido no concelho tem vindo a conquistar reconhecimento pela sua qualidade, reforçando a reputação do território no setor olivícola. Neste contexto, a criação da DOP surge como uma ferramenta para proteger essa identidade, fortalecer a competitividade dos produtores e aumentar o valor associado à origem do produto.

O processo encontra-se enquadrado nos mecanismos administrativos previstos na legislação em vigor, estando sujeito à análise técnica das entidades competentes, que terão a responsabilidade de avaliar os diferentes elementos apresentados.

A eventual atribuição da Denominação de Origem Protegida poderá representar um reforço da projeção do setor olivícola local, contribuindo simultaneamente para a promoção do território e para a preservação de um património agrícola com forte expressão na região.

Jornalista: Vitória Botelho
Foto: DR

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