Um grupo de professores da região e de outros pontos do país aproveitou a visita do Presidente da República, esta segunda-feira, a Murça, para inaugurar a Casa Museu Soldado Milhões, para pedir a Marcelo Rebelo de Sousa que faça uma análise séria sobre o diploma dos concursos dos professores que tem em mãos para promulgação.

Rui Feliciano, dirigente do STOP (Sindicato de Todos os Profissionais de Educação) foi o porta-voz deste descontentamento considerando que o diploma “é um presente envenenado para todos os professores” apontando a recuperação do tempo de serviço, as baixas médicas e a falta de professores como alguns dos principais temas da contestação. “Nós iremos demonstrar-lhe com simulações a quantidade de maldades que estão naquele diploma, precisamos que o senhor presidente tome uma atitude de ajuda clara, porque nós precisamos de uma análise à questão a reposição do tempo de serviço, à questão da mobilidade por doença, que neste momento estão a ser enxovalhados nas vistorias por baixa médica, e também a falta de professores que é uma realidade”, reiterou.

Rui Feliciano lembrou a promessa de Marcelo Rebelo de Sousa feita em Podence, no concelho de Macedo de Cavaleiros, a quando da celebração do carnaval dos caretos. “Disse que até à Páscoa tinha que tomar algumas atitudes e gostaria que o Governo olhasse para este problema e o resolvesse, a verdade é que a Páscoa já terminou e gostaríamos de ter um sim do senhor Presidente para resolver de vez esta contenda”, disse.

Na resposta, o Chefe de Estado disse estar a aguardar feed-back do Governo “a uma série de dúvidas” sobre o diploma dos concursos dos professores que colocou ao Executivo na semana passada. “Recebi o diploma do Governo que cobre a matéria de concursos e vinculação, fez uma semana esta última sexta-feira e a partir daí começou a contar um prazo de 40 dias que pode ser alongado de acordo com o diálogo mantido com o Governo”.

Marcelo adianta que, “ desde então, recebi também, durante a semana da Páscoa contributos dos professores, longos e pormenorizados, praticamente de quase todos os sindicatos”. Na base disso “a Presidência da República enviou para o Governo uma série de dúvidas”, acrescentou.

Com faixas onde se podia ler: “Juntos, para cá do Marão lutamos pela educação”, “Respeito”, os docentes quiseram mostrar ao Chefe do Estado que não estão contentes com a atuação do Governo e do próprio Presidente da República.

O decreto-lei sobre o novo regime de gestão e recrutamento de professores foi aprovado a 17 de março em Conselho de Ministros. A revisão do regime de recrutamento esteve em negociação com as organizações sindicais do setor durante mais de cinco meses, um processo que terminou sem acordo.

Jornalista: Fernando Pires

Foto: Canal N

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