O advogado Ricardo Sá Fernandes foi hoje eleito presidente do Conselho Geral da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro, em Vila Real, assumindo funções com a promessa de encerrar um período de instabilidade e abrir um novo ciclo na academia transmontana.
Após a reunião do órgão, o novo presidente considerou que a crise institucional que marcou o último ano está ultrapassada, apelando à união de toda a comunidade académica, professores, alunos e funcionários, em torno dos interesses da universidade.
A UTAD viveu um impasse prolongado desde março de 2025, na sequência de divergências na eleição dos membros cooptados do Conselho Geral, processo que chegou aos tribunais e motivou a intervenção do Governo. A situação agravou-se com a saída do então reitor, Emídio Gomes, em setembro, levando à nomeação de Jorge Ventura como reitor interino.
O diferendo centrou-se no método de votação dos membros cooptados, voto secreto, conforme o regulamento interno, ou votação nominal por braço no ar, ao abrigo do Código do Procedimento Administrativo. A questão acabou por ser resolvida pelo Supremo Tribunal Administrativo, que validou o processo.
Com a tomada de posse dos sete membros cooptados para o mandato 2025/2029, o Conselho Geral encontra-se agora completo, tendo sido também eleita como secretária Marlene Loureiro.
Ricardo Sá Fernandes adiantou que, já na próxima semana, será definido o calendário eleitoral para a escolha do novo reitor, prevendo-se que a eleição decorra entre o final de maio e o início de junho.
Entre os desafios imediatos da instituição está a criação do curso de Medicina, com abertura prevista para o próximo ano letivo. O novo presidente reconhece o potencial estratégico deste projeto, sublinhando o impacto que poderá ter na afirmação da universidade e no desenvolvimento da região.
Considerada uma instituição âncora no interior do país, a UTAD é vista como um fator determinante de atração e fixação de população em Trás-os-Montes e Alto Douro, reforçando o seu papel no desenvolvimento regional.
Com a nova liderança, a academia entra agora numa fase de estabilização, procurando ultrapassar um dos períodos mais conturbados da sua história recente e projetar o futuro com renovada confiança.
A Redação com Lusa
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