A Associação Sindical dos Profissionais da Polícia realiza esta quarta-feira, 18 de março, uma sessão de trabalho e esclarecimento na Divisão Policial de Chaves, integrada num roteiro nacional que pretende avaliar as principais carências operacionais das estruturas da Polícia de Segurança Pública.
A iniciativa decorrerá junto às instalações policiais da cidade e contará com a presença do presidente do sindicato, Paulo Santos, e do vice-presidente Miguel Neto.
A estrutura sindical alerta que a visita tem como objetivo expor uma situação que considera preocupante: a escassez de efetivos na Divisão Policial de Chaves, integrada no Comando Distrital da PSP de Vila Real.
Segundo a ASPP/PSP, o atual défice de polícias está a limitar a capacidade de resposta operacional, comprometendo a prestação de auxílio às populações e aumentando a pressão sobre os profissionais no terreno.
O sindicato considera que a falta de investimento em recursos humanos tem vindo a agravar-se nos últimos anos, advertindo que a redução de efetivos pode traduzir-se numa menor capacidade de intervenção policial e numa maior vulnerabilidade das comunidades locais.
Levantamento de carências e condições de trabalho
Durante a sessão, a direção sindical pretende realizar um levantamento detalhado das necessidades da divisão de Chaves, incluindo: falta de efetivos operacionais; degradação de meios e infraestruturas; condições de trabalho dos profissionais.
A iniciativa servirá também para ouvir os polícias do distrito de Vila Real, associados ou não ao sindicato, sobre os principais problemas que afetam o exercício da atividade policial na região.
Negociações com o Governo em foco
Outro dos pontos da sessão será o ponto de situação das negociações com o Governo, com esclarecimentos sobre matérias relacionadas com a carreira policial e as reivindicações do setor.
A ASPP/PSP afirma que pretende evitar que as dificuldades operacionais registadas em Chaves e noutras regiões do interior passem despercebidas, defendendo a necessidade de medidas urgentes por parte da tutela.
Para o sindicato, sem reforço de efetivos e melhores condições de trabalho, a capacidade de resposta da PSP poderá tornar-se progressivamente mais limitada, afetando diretamente a segurança e o apoio prestado às populações do distrito de Vila Real.
A Redação,
Foto: DR

















