O Sindicato dos Trabalhadores da Agricultura e das Indústrias de Alimentação, Bebidas e Tabacos de Portugal (SINTAB) lançou um apelo às associações de produtores pecuários e aos operadores económicos ligados ao setor da carne para que assumam uma posição pública em defesa do Matadouro Industrial do Cachão, cuja situação continua envolta em incerteza após a entrada em processo de insolvência.

Em comunicado dirigido aos criadores de gado e comerciantes do Nordeste Transmontano, o sindicato manifesta preocupação com a ausência de respostas concretas relativamente ao futuro da infraestrutura, alertando para os impactos que um eventual encerramento ou redução da atividade poderá ter na economia regional.

Segundo o SINTAB, o Matadouro do Cachão representa muito mais do que uma unidade empresarial, desempenhando um papel central no apoio à produção agropecuária da região. A estrutura é considerada fundamental para o escoamento da produção pecuária, para a atividade das explorações agrícolas e para a dinamização de diversos setores económicos associados à fileira da carne.

“O Matadouro Industrial do Cachão não é apenas uma empresa. Trata-se de uma infraestrutura estratégica para toda a região”, sublinha o sindicato, defendendo a necessidade de preservar uma capacidade produtiva considerada essencial para Trás-os-Montes.

A organização sindical alerta ainda para as consequências que poderiam resultar da perda deste equipamento, apontando riscos para o emprego, para a atividade económica e para a sustentabilidade das comunidades locais. “A eventual perda ou enfraquecimento desta capacidade produtiva teria consequências económicas e sociais gravíssimas para a região”, refere o documento.

Perante este cenário, o SINTAB desafia as associações representativas dos produtores e comerciantes a intervir de forma ativa no debate público, exigindo esclarecimentos sobre o processo em curso e soluções que garantam a continuidade da atividade.

“Entendemos que este é o momento de fazer ouvir a voz da região e de exigir das entidades responsáveis respostas concretas, transparência nos processos de decisão e um compromisso inequívoco com a manutenção e reforço da capacidade operacional desta infraestrutura”, destaca o sindicato.

No comunicado, a estrutura sindical deixa ainda uma mensagem clara sobre a importância do envolvimento de todos os agentes do território. “O silêncio não serve os interesses de Trás-os-Montes”, afirma.

O SINTAB garante que continuará a acompanhar o processo e a desenvolver iniciativas em defesa dos trabalhadores e dos respetivos postos de trabalho, reiterando a importância de uma mobilização conjunta para assegurar o futuro de uma infraestrutura considerada estratégica para o desenvolvimento económico e social do Nordeste Transmontano.

Jornalista: Vitória Botelho

Foto: DR

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