O Serviço Nacional de Saúde (SNS) iniciou uma nova fase na integração de tecnologia e inovação clínica com a implementação de um sistema de fisioterapia remota suportado por inteligência artificial, uma medida que pretende melhorar o acesso aos cuidados de reabilitação, reduzir tempos de espera e aumentar a capacidade de resposta dos serviços.

O novo modelo foi acompanhado, na Unidade Local de Saúde de Santa Maria, pela ministra da Saúde, Ana Paula Martins, e pelo ministro Adjunto e da Reforma do Estado, Gonçalo Matias, durante a assinatura de protocolos de colaboração entre nove Unidades Locais de Saúde e a empresa tecnológica portuguesa Sword Health.
A solução permite que médicos do SNS prescrevam programas de fisioterapia à distância para utentes com patologias musculoesqueléticas frequentes, como lombalgias, dores no ombro, dores no joelho, entorses ou distensões musculares. O acompanhamento é assegurado através de um dispositivo médico certificado e de sistemas de inteligência artificial que analisam e corrigem os movimentos em tempo real, sob supervisão contínua de profissionais de saúde.
Segundo estimativas apresentadas, este modelo poderá reduzir em cerca de 97% o tempo de espera para o início do tratamento e gerar uma poupança aproximada de 45% face aos modelos tradicionais de fisioterapia, representando um impacto significativo na eficiência do sistema de saúde.
A nova solução ficará disponível no SNS a partir da próxima semana e não terá custos para os utentes. Após prescrição médica, cada doente será submetido a uma avaliação inicial por equipas clínicas compostas por médicos fisiatras e fisioterapeutas, recebendo posteriormente em casa o equipamento necessário para realizar o plano terapêutico.
A ministra da Saúde sublinhou que a aposta na inovação tecnológica é determinante para o futuro do SNS, destacando a importância de colocar a tecnologia ao serviço dos cidadãos, reduzindo distâncias e promovendo um acesso mais rápido e equitativo aos cuidados de saúde.
Também o ministro Adjunto e da Reforma do Estado salientou o papel da digitalização na modernização dos serviços públicos, referindo que a integração destas soluções representa um passo relevante na construção de um Estado mais eficiente, próximo e centrado nos cidadãos.
A iniciativa enquadra-se na estratégia de modernização do SNS através da inovação tecnológica e decorre do Despacho n.º 1211/2026, publicado em fevereiro, que permite a integração de soluções de telereabilitação com dispositivos médicos certificados.

Jornalista: Paulo Silva Reis
Foto: DR

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