O concurso Árvore do Ano 2026 entra hoje, 7 de janeiro, na sua reta final, com o encerramento das votações. Entre as candidatas nacionais, Trás-os-Montes destaca-se com três árvores a concurso, todas elas marcadas por uma forte carga simbólica, histórica e ecológica: a Árvore Mãe da Casa de Mateus, em Vila Real; a Azinheira Monumental da Póvoa, em Miranda do Douro; e o Cedro do Noval, em Alijó.

A Árvore Mãe da Casa de Mateus, Vila Real: Situada nos jardins da emblemática Casa de Mateus, a Árvore Mãe, um cipreste, é apresentada como um poderoso símbolo de continuidade e memória. “Os ramos que se curvam ao peso da história não sucumbem ao fardo; ao contrário, ao tocar a terra — o ventre da memória — transformam-se em novas árvores”, lê-se na descrição da candidatura, que sublinha a árvore como metáfora da herança histórica que, ao ser acolhida, se renova e projeta no futuro.

Azinheira Monumental da Póvoa, Miranda do Douro: No Planalto Mirandês, a Azinheira Monumental da Póvoa ergue-se há cerca de 410 anos, sendo considerada a mais antiga azinheira registada no território. Classificada como Arvoredo de Interesse Público, é um ícone de resistência e da relação ancestral entre o Homem e a Natureza. “Fruto do carinho de várias gerações, abriga fauna, flora e fungos, produzindo bolotas essenciais à regeneração do azinhal”, destaca a candidatura. A árvore tem sido também ponto de encontro comunitário e inspiração para iniciativas locais de proteção e valorização do património natural.

Cedro do Noval, Alijó: Com 165 anos, o Cedro do Noval é descrito como “o coração da Quinta do Noval”, no Douro. Implantado numa colina rodeada de vinhas e olival, este cedro é um verdadeiro espaço de convívio e partilha. “Todas as visitas à Quinta têm início debaixo do Cedro”, refere a organização, acrescentando que é ali, à sombra da árvore, que se serve um vinho do Porto em dias de sol. O cedro é valorizado pela sua relevância ecológica, estética e patrimonial, além do papel afetivo que desempenha na vida da quinta.

Com o fecho das votações marcado para hoje, estas três árvores representam não apenas Trás-os-Montes no concurso Árvore do Ano 2026, mas também uma visão comum: a de que o património natural é memória viva, identidade coletiva e compromisso com o futuro.

Jornalista: Vitória Botelho

Fotos: dr

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