O Município de Vila Pouca de Aguiar viu aprovada uma candidatura ao programa regional NORTE 2030 para a requalificação e valorização do Castro de Cidadelha de Jales, num investimento global superior a 100 mil euros destinado à preservação de um dos mais relevantes testemunhos arqueológicos do concelho.
O projeto, enquadrado na área de intervenção “Património Cultural e Natural”, representa um investimento total de 100.140,45 euros, sendo financiado em 84,83% pelo Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional (FEDER), através de um apoio comunitário de 84.946,88 euros.
A intervenção no Castro de Cidadelha de Jales, localizado na freguesia de Alfarela de Jales, será desenvolvida em várias fases, contemplando trabalhos arqueológicos, conservação, valorização patrimonial e musealização do espaço.
Segundo o município, a operação pretende promover um projeto integrado de conservação e restauro que permita reforçar a valorização da cultura castreja e potenciar o interesse histórico, turístico e científico daquele património classificado.
A primeira etapa dos trabalhos passa pela desmatação manual do monumento, uma intervenção considerada fundamental para garantir a proteção dos níveis arqueológicos existentes e preservar as estruturas históricas atualmente cobertas por vegetação.
A candidatura prevê ainda intervenções arqueológicas aprofundadas e ações de conservação que permitam melhorar as condições de visitação e interpretação do sítio histórico.
No passado dia 4 de maio realizou-se uma visita técnica de acompanhamento às obras de conservação e restauro em curso, envolvendo a presidente da Câmara Municipal de Vila Pouca de Aguiar, Ana Rita Dias, e o representante da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte, António Luís Pereira.
A deslocação ao local permitiu avaliar o desenvolvimento dos trabalhos e tomar decisões técnicas diretamente no terreno relativamente às próximas fases da intervenção.
O Castro de Cidadelha de Jales, também conhecido como Castelo dos Mouros, foi classificado em 2024 como Bem de Interesse Municipal, reconhecimento que reforçou a importância patrimonial e histórica do povoado fortificado.
Implantado num esporão sobranceiro ao rio Tinhela e nas proximidades do antigo filão aurífero da Gralheira, o castro apresenta características típicas dos povoados fortificados da Idade do Ferro, sendo considerado um importante testemunho da ocupação humana antiga no território transmontano.
Com esta intervenção, o município pretende não apenas preservar um elemento identitário da região, mas também criar novas oportunidades de valorização cultural e turística associadas ao património arqueológico de Vila Pouca de Aguiar.
A Redação
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