Yoga, conversas abertas e partilha de experiências marcaram as iniciativas do Dia Mundial da Saúde Mental. A presidente da Câmara, Ana Rita Dias, alertou para o aparecimento cada vez mais precoce de problemas nesta área e defendeu uma abordagem que envolva toda a comunidade.
Vila Pouca de Aguiar assinalou o Dia Mundial da Saúde Mental, celebrado a 10 de outubro, com atividades abertas à população e um apelo à importância de reconhecer os sinais de alerta, combater o estigma e aproximar os cuidados de saúde mental das pessoas.
Entre as iniciativas promovidas esteve uma sessão de yoga que reuniu cerca de 30 participantes, orientados pela monitora Anabela Rodrigues em exercícios físicos, mentais e respiratórios. O programa incluiu também o Festival Mental, que levou à Casa da Cultura, no dia 9 de outubro, a iniciativa «Conversas Sem Tabus», dedicada à reflexão e ao diálogo sobre a saúde mental.
Na abertura institucional, a presidente da Câmara Municipal, Ana Rita Dias, destacou que as ações decorrem ao longo de todo o mês, no âmbito de um festival itinerante que está a passar pelas freguesias do concelho.
A autarca chamou a atenção para o facto de os problemas de saúde mental não afetarem apenas as pessoas mais velhas, podendo surgir cada vez mais cedo, inclusivamente na pré-adolescência. Por isso, sublinhou, esta é uma questão que diz respeito a toda a comunidade e exige atenção em diferentes fases da vida.
Um vídeo protagonizado por pessoas da Universidade Sénior serviu de ponto de partida para abordar o impacto social das doenças do foro mental. Seguiu-se uma mesa-redonda subordinada ao tema «Saúde mental sem tabu», que reuniu os enfermeiros Leonel Fernandes, Andreia Gonçalves, Cláudio Sousa e Nuno Pires.
Durante a conversa, os profissionais abordaram sinais de alerta, recursos de apoio disponíveis na comunidade e a importância de desmistificar os cuidados de saúde mental. Alterações do estado emocional e dificuldades persistentes em dormir foram alguns dos sinais destacados, aos quais familiares, amigos e vizinhos devem estar atentos.
Os intervenientes salientaram ainda a importância de uma abordagem paciente e próxima junto de quem enfrenta dificuldades, uma vez que conquistar a confiança da pessoa pode ser um processo demorado, mas essencial para facilitar o acompanhamento e o acesso ao apoio adequado.
A sessão terminou com um momento de perguntas e respostas entre os participantes e os oradores, seguido de um lanche comunitário. Foi também distribuído o Guia de Recursos de Saúde Mental, acondicionado em sacos de pano decorados pelos utentes das Oficinas Sociais.
Promovido pelo Município de Vila Pouca de Aguiar, o Festival Mental conta com o apoio do Norte 2030, Programa Regional do Norte, do Plano de Intervenção na Comunidade na Área da Saúde e Envelhecimento e da Unidade Local de Saúde de Trás-os-Montes e Alto Douro.
A iniciativa procurou reforçar a informação, a proximidade e a participação comunitária, colocando a saúde mental no centro da conversa e incentivando a população a reconhecer sinais de alerta e a procurar apoio quando necessário.
Jornalista: Paulo Silva Reis
Fotos: DR























