A Câmara Municipal de Vila Real reafirma a defesa do regresso da ferrovia ao Norte Interior e considera que a Ecovia do Corgo não impede uma eventual reativação da linha ferroviária. O município sustenta que os dois projetos podem coexistir, desde que qualquer solução futura seja fundamentada em estudos técnicos e financeiros.
A autarquia mantém como prioridade a inclusão de Vila Real no Plano Ferroviário Nacional, defendendo uma ligação de alta velocidade entre o Porto, Vila Real e Espanha, através de Zamora. Em paralelo, manifesta abertura à reativação da Linha do Corgo, destacando a sua importância para a mobilidade regional e o potencial turístico e patrimonial.
Sobre a construção da Ecovia, o município explica que o projeto permitiu recuperar e valorizar um antigo canal ferroviário que se encontrava abandonado e degradado, criando uma alternativa de mobilidade suave e uma nova oferta turística. Garante ainda que a intervenção não teve como objetivo inviabilizar o regresso do comboio e que a possibilidade de reutilização futura do canal foi considerada desde o início, em articulação com a Infraestruturas de Portugal.
A decisão de reativar a Linha do Corgo cabe, contudo, à Administração Central. A Câmara Municipal entende que os municípios não devem ser responsabilizados pelos encargos associados a investimentos ferroviários que competem ao Estado.
A autarquia rejeita, por isso, que a valorização da Ecovia seja interpretada como contrária à coesão territorial ou à descarbonização. Defende antes que a mobilidade suave e o transporte ferroviário podem integrar uma estratégia conjunta de desenvolvimento sustentável para a região, manifestando disponibilidade para colaborar com o Governo, a Infraestruturas de Portugal e os restantes municípios.
Jornalista: Vitória Botelho
Foto: DR



















