Vila Real assinalou, no passado dia 2 de abril, os 50 anos do assassinato do Padre Maximino Barbosa de Sousa e da estudante Maria de Lurdes Correia, vítimas de um atentado bombista ocorrido em 1976, na Cumeira, um dos episódios mais marcantes da violência política no pós-25 de Abril.

A evocação incluiu uma romagem ao cemitério de Santa Iria, promovida pela União Democrática Popular, e uma sessão de homenagem na Casa da Firoozeh, reunindo amigos, ex-alunos e várias figuras ligadas à memória das vítimas.

O atentado, atribuído ao grupo de extrema-direita MDLP, foi recordado como “um ataque não só contra as suas vidas, mas também contra a própria Constituição”, então recém-aprovada. Meio século depois, o crime continua sem condenações, apesar de sucessivos processos judiciais.

Durante as iniciativas, foi sublinhado o legado de intervenção cívica e política de ambos, com palavras que ecoaram a memória coletiva: “não vos mataram, semearam-vos”.

A data voltou a evidenciar a dimensão simbólica e histórica deste acontecimento, mantendo viva a memória de um crime que marcou profundamente a região e a jovem democracia portuguesa.

Jornalista: Vitória Botelho

foto: DR

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