Vinte e três pessoas perderam a vida e 51 ficaram gravemente feridas na sequência de 2.382 acidentes de viação registados nas estradas portuguesas nos últimos oito dias, de acordo com os balanços divulgados hoje pela Guarda Nacional Republicana (GNR) e pela Polícia de Segurança Pública (PSP), no âmbito das operações especiais de Natal e Ano Novo.
Entre 27 de dezembro de 2025 e as 23h59 de sábado, os acidentes provocaram ainda 629 feridos ligeiros, num retrato preocupante da sinistralidade rodoviária durante um dos períodos de maior circulação automóvel do ano.
No sábado, a GNR registou quatro vítimas mortais em acidentes ocorridos em São Martinho do Peso (distrito de Bragança), Gandra (Braga), Palmela (Setúbal) e Martilongo (Faro). As ocorrências envolveram um atropelamento, duas colisões e um despiste, elevando para 17 o número de mortos em acidentes sob jurisdição da GNR, aos quais se somam seis vítimas mortais registadas pela PSP.
De acordo com os dados provisórios da Operação “Natal e Ano Novo 2025/2026”, a GNR contabilizou 1.412 acidentes, que resultaram em 17 mortos, 36 feridos graves e 373 feridos ligeiros. No mesmo período, os militares fiscalizaram 70.347 condutores, tendo detetado 857 situações de condução sob o efeito do álcool. Destas, 398 resultaram em detenções, por apresentarem uma taxa de álcool no sangue igual ou superior a 1,2 g/l. Foram ainda detidas 140 pessoas por condução sem habilitação legal.
No total, a GNR registou 8.801 contraordenações rodoviárias, destacando-se 1.392 por excesso de velocidade, 459 por álcool, 244 por falta ou incorreta utilização do cinto de segurança e sistemas de retenção para crianças, 197 por uso do telemóvel durante a condução, 1.403 por falta de inspeção periódica obrigatória e 373 por ausência de seguro obrigatório.
Já a PSP, no âmbito da segunda fase da operação “Polícia Sempre Presente – Festas em Segurança 2025-2026”, registou 970 acidentes, dos quais resultaram seis vítimas mortais, 15 feridos graves e 252 feridos ligeiros. A força policial fiscalizou 12.168 condutores e controlou 26.104 viaturas por radar, tendo detetado 2.886 infrações rodoviárias.
Entre as contraordenações mais frequentes, a PSP destaca 372 por falta de inspeção obrigatória, 349 por excesso de velocidade, 135 por ausência de seguro de responsabilidade civil, 85 por condução sob o efeito do álcool, 58 por uso indevido do telemóvel e 27 por incumprimento das regras relativas ao cinto de segurança e sistemas de retenção infantil.
Durante a operação, a PSP efetuou 516 detenções em todo o país, maioritariamente por crimes rodoviários (315), incluindo 161 por condução em estado de embriaguez, 125 por falta de carta de condução e 29 por outros ilícitos rodoviários. Foram ainda detidas 27 pessoas por crimes contra a propriedade, 49 por suspeita de tráfico de droga, tendo sido apreendidas 20.338 doses individuais.
As autoridades apreenderam igualmente seis armas de fogo, 21 armas brancas, 23 munições, além de 19.432 artigos de pirotecnia, quer como medida cautelar, quer no âmbito de detenções por posse de arma proibida.
No controlo de fronteiras aéreas, a PSP deteve 13 pessoas por situação ilegal em território nacional, fiscalizou 320.849 cidadãos estrangeiros e elaborou 36 participações e 60 autos de contraordenação ao abrigo da lei dos estrangeiros. Foram ainda efetuadas 46 recusas de entrada no país e 15 notificações de abandono voluntário, segundo o comunicado oficial.
As autoridades sublinham que os dados agora divulgados reforçam a necessidade de manter comportamentos responsáveis na estrada, alertando para os riscos associados ao excesso de velocidade, ao consumo de álcool e à distração ao volante.
A Redação com Lusa
Foto: DR



















