O Palmeiras voltou a erguer o troféu do Campeonato Paulista e, por detrás de mais um capítulo dourado da era de Abel Ferreira, há também a mão discreta, mas decisiva, de um transmontano de Chaves: Vítor Castanheira, o adjunto que acompanha o treinador português desde o primeiro dia e que se tornou peça central no sucesso do “Verdão”.
Ontem, domingo, em Novo Horizonte, o Palmeiras confirmou o favoritismo e venceu o Novorizontino por 2-1 na segunda mão da final, conquistando o 27.º título paulista da sua história. Para Abel Ferreira foi o 11.º troféu desde que chegou ao clube, em outubro de 2020, um registo que o coloca isolado como o treinador mais titulado da história do emblema paulista, ultrapassando os 10 títulos do lendário Oswaldo Brandão.
Mas por trás do técnico português continua a estar a mesma equipa de confiança e entre ela destaca-se Vítor Castanheira, natural de Chaves, figura muitas vezes longe dos holofotes mas sempre presente nas decisões estratégicas que têm marcado a era mais vencedora recente do Palmeiras.
Antigo médio profissional e profundo conhecedor do jogo, Castanheira é um dos pilares da estrutura técnica montada por Abel Ferreira. O transmontano acompanha-o desde os tempos do Sporting de Braga e voltou a seguir o compatriota quando este rumou ao Brasil. Desde então, tornou-se uma das vozes mais influentes no banco palmeirense, participando ativamente na preparação dos jogos, na análise dos adversários e na gestão tática da equipa.
A conquista do Paulistão de 2026 reforça ainda mais esse percurso. Depois da vitória por 1-0 na primeira mão, no Allianz Parque, o Palmeiras entrou decidido em Novo Horizonte e adiantou-se cedo no marcador, com Murilo a marcar logo aos seis minutos. O Novorizontino ainda respondeu aos 26, por Matheus Bianqui, mas a equipa de Abel Ferreira e da sua fiel equipa técnica, onde se inclui Castanheira, voltou a assumir o controlo da partida. Aos 62 minutos, Vítor Roque dissipou qualquer dúvida, garantindo o triunfo por 2-1 e selando mais um troféu para o palmarés do clube.
Para Abel Ferreira e Vítor Castanheira, o Paulista junta-se a uma coleção notável de títulos: duas Taças Libertadores (2020 e 2021), uma Recopa Sul-Americana (2022), dois Campeonatos Brasileiros (2022 e 2023), uma Taça do Brasil (2020) e uma Supertaça do Brasil (2023), além dos estaduais conquistados em 2022, 2023, 2024 e agora 2026.
Enquanto Abel Ferreira se consolida como figura maior da história recente do Palmeiras, Vítor Castanheira continua a trilhar o mesmo caminho, fiel à filosofia de trabalho que ambos construíram ao longo dos anos. De Chaves para o topo do futebol sul-americano, o transmontano mantém-se como um dos cérebros silenciosos de um projeto que já entrou definitivamente para a história do clube paulista.
E, longe da ribalta, mas sempre ao lado do treinador principal, Castanheira segue a provar que o sucesso do Palmeiras também tem sotaque transmontano.
A Redação,
Foto: DR



















