CCDR NORTE recebeu o diretor dos Assuntos Europeus do Governo Basco para reforçar a cooperação e discutir o futuro das regiões atlânticas

A Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte (CCDR NORTE) recebeu o diretor dos Assuntos Europeus do Governo Basco, Mikel Antón Zarragoitia, num encontro de trabalho dedicado ao reforço da cooperação entre a Região Norte de Portugal e o País Basco, bem como à definição de estratégias comuns para enfrentar os desafios da política europeia, com especial enfoque nas regiões atlânticas.

A reunião assume particular relevância para Trás-os-Montes e Alto Douro, território que integra a Região Norte e que tem vindo a beneficiar de políticas europeias orientadas para a coesão territorial, inovação, desenvolvimento sustentável e valorização do interior. O aprofundamento destas parcerias internacionais poderá traduzir-se em novas oportunidades de financiamento, cooperação institucional e desenvolvimento económico para a região transmontana.

Durante o encontro, foram debatidos temas como o futuro da Macrorregião Atlântica, a política de coesão da União Europeia, a competitividade regional, a inovação, a cooperação territorial e a governação multinível, áreas consideradas estratégicas para o crescimento equilibrado dos territórios periféricos.

A reunião decorreu num momento particularmente significativo, uma vez que o País Basco assume atualmente a presidência da Comissão do Arco Atlântico da Conferência das Regiões Periféricas Marítimas (CRPM), organização da qual a CCDR NORTE também faz parte enquanto membro ativo. Esta plataforma reúne várias regiões europeias com o objetivo de defender um maior protagonismo dos territórios na definição das políticas comunitárias.

Para a Região Norte, esta articulação representa uma oportunidade para reforçar o seu posicionamento no contexto europeu e defender interesses comuns com outras regiões atlânticas, nomeadamente no acesso a fundos comunitários, na promoção da inovação, na transição climática e digital e na valorização dos recursos endógenos.

Neste contexto, Trás-os-Montes surge como um dos territórios que poderá beneficiar do reforço desta cooperação internacional, sobretudo em áreas como a inovação agrícola, a economia verde, a valorização do património natural e cultural, a mobilidade e a fixação de população, prioridades que têm marcado a agenda de desenvolvimento regional.

Jornalista: Paulo Silva Reis

Foto:DR

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