Escola Superior de Saúde da Cruz Vermelha Portuguesa do Alto Tâmega promoveu uma iniciativa de formação em suporte básico de vida e reanimação cardiopulmonar, reunindo formadores, instituições e representantes dos dois lados da fronteira.
A Praça de Camões, em Chaves, foi hoje, 16 de outubro, palco de uma ação de sensibilização e formação em Suporte Básico de Vida (SBV) e Reanimação Cardiopulmonar (RCP), promovida pela Escola Superior de Saúde da Cruz Vermelha Portuguesa do Alto Tâmega, no âmbito do Dia Mundial da Reanimação.
A instituição assumiu a organização e dinamização da iniciativa, mobilizando os seus próprios formadores para levar à comunidade conhecimentos e competências que podem fazer a diferença perante uma paragem cardiorrespiratória. A ação contou com a colaboração de parceiros portugueses e galegos, transformando o espaço público num ponto de encontro entre a formação, a prevenção e a cooperação transfronteiriça.
Mais do que uma atividade de sensibilização, a iniciativa afirmou a capacidade de Chaves e da Eurocidade Chaves-Verín para aproximar instituições e comunidades em torno de um objetivo comum: preparar mais pessoas para agir quando cada segundo pode significar a diferença entre a vida e a morte.
A iniciativa reuniu representantes de diferentes instituições dos dois lados da fronteira, num momento que colocou a cooperação entre Portugal e a Galiza ao serviço de uma causa diretamente ligada à proteção da vida.
Entre os participantes estiveram Luís Janeiro, presidente do Conselho de Administração da Escola Superior de Saúde da Cruz Vermelha Portuguesa – Alto Tâmega, e Nuno Vaz, presidente da Câmara Municipal de Chaves. Do lado galego marcaram presença Luís León, gerente do Serviço Galego de Saúde, Román Gómez, diretor da Fundación Pública Urxencias Sanitarias de Galicia-061, e Jesús Gamallo, diretor-geral das Relações Externas e com a União Europeia da Xunta de Galicia.
A componente formativa esteve no centro da ação. Ao longo da iniciativa, os formadores transmitiram procedimentos fundamentais para uma resposta inicial perante uma situação de emergência, procurando transformar conhecimento técnico em capacidade efetiva de intervenção por parte dos cidadãos.
A mensagem é simples, mas decisiva: perante uma paragem cardiorrespiratória, não agir pode significar perder tempo que já não pode ser recuperado. Saber reconhecer a situação, pedir ajuda e iniciar rapidamente manobras de reanimação pode aumentar significativamente as possibilidades de sobrevivência até à chegada dos meios de emergência.
A ação ganhou, contudo, uma dimensão que ultrapassou a própria formação em saúde. A presença conjunta de entidades portuguesas e galegas reforçou o papel da Eurocidade Chaves-Verín como espaço de cooperação permanente, mostrando como a proximidade geográfica pode transformar-se em capacidade de resposta conjunta perante desafios que não conhecem fronteiras.
Do lado português, a iniciativa contou também com a participação dos Agrupamentos de Escolas Dr. Júlio Martins e António Granjo, além do Município de Chaves, juntando à Escola Superior de Saúde da Cruz Vermelha Portuguesa – Alto Tâmega uma rede de parceiros com intervenção direta na comunidade.
A aposta na formação da população em suporte básico de vida assume particular relevância porque uma emergência cardíaca pode acontecer em qualquer lugar e a qualquer pessoa. Nesses primeiros minutos, enquanto os profissionais de emergência ainda estão a caminho, são muitas vezes os cidadãos presentes no local que podem iniciar a cadeia de sobrevivência.
Foi precisamente essa ideia que esteve no centro da iniciativa promovida em Chaves: mais conhecimento, mais capacidade de intervenção e mais pessoas preparadas para salvar vidas.
Num território marcado pela proximidade entre comunidades portuguesas e galegas, a ação deixou ainda uma mensagem de cooperação: quando está em causa a vida humana, a fronteira deixa de ser uma barreira e passa a ser um ponto de encontro para unir recursos, conhecimento e vontade de ajudar.
A iniciativa da Escola Superior de Saúde da Cruz Vermelha Portuguesa do Alto Tâmega procurou, assim, transformar a sensibilização em ação concreta, levando para o espaço público uma competência que pode ser decisiva no momento mais crítico: saber o que fazer quando o coração deixa de bater.
Paulo Silva Reis texto e fotos



































