Artigo de Opinião escrito por Tiago Morais – Mestre em Biotecnologia pela Universidade de Aveiro

Pode parecer que estou a generalizar o gosto dos jovens, mas o objetivo é tentar refletir um pouco sobre a falta de interesse de alguns (muitos) jovens no que diz respeito à política. Durante a minha reflexão, apontei duas de várias causas: os jovens têm uma definição errada do que é a política e/ou não se sentem incluídos na mesma.

A política pode ser definida de várias maneiras, e mesmo assim não incluir todas as formas possíveis de fazer política. Começando pelo ensino, é um facto que a política está pouco presente nos temas lecionados. Posto isto, os jovens têm o primeiro contacto com os denominados temas políticas através de conversas de adultos, notícias ou livros. Assumindo que são poucos os adolescentes que gostam de ler livros sobre política, a noção destes do que é a política fica limitada ao que se ouve em conversas de familiares/amigos de familiares ou às notícias.

Com isto, vai-se construindo uma ideia na cabeça dos jovens de que a política se resume a impostos, burocracias, cargos e termos complicados. Não estando por dentro de tudo isto, sentem que “não percebem de política”, logo perdem o interesse em tentar sequer explorar o assunto, seja a nível nacional ou local, evitando assim envolver-se nas tomadas de decisões. No entanto, a política é muito mais que isto. Pedir mais concertos na cidade é política. Reclamar da falta de condições da escola que frequentam é política. Queixar da falta de condições para a prática desportiva na cidade é política. Os jovens é que nem sempre o sabem! Se forem ensinados neste sentido, ganharão sensibilidade e algum interesse político. Uma outra coisa a aprender é que a política é muito mais do que os partidos políticos e que é normal não nos sentirmos totalmente representados por eles.

A segunda causa diz respeito à inclusão ou representatividade. Uma pessoa só está bem num grupo quando se sente integrado no mesmo. Fazendo a comparação, se os jovens não se sentirem incluídos na política, perdem mais facilmente o interesse na mesma. Sendo assim, não se pode apenas pedir aos mais novos que se interessem e envolvam na política. Tem de se pedir também aos mais velhos, a quem está “dentro” da política, que envolvam os jovens nas tomadas de decisão, seja convidando a participar em projetos pontuais ou projetos a longo prazo. Rejuvenescendo a política, teremos com certeza mais jovens interessados em participar na mesma. Isto deve-se não só à aposta na sua geração, mas também à inerente mudança na maneira de fazer política, começando na forma de comunicar a mesma.

Gostei especialmente de ver este assunto a ser falado nas últimas eleições em Mirandela. Estas são apenas duas possíveis causas que, na minha ótica, acabam por influenciar o desinteresse dos jovens na política. Mais importante do que procurar saber de quem é a culpa quanto a este assunto, é procurar soluções para aproximar (ou pelo menos não afastar) cada vez mais as camadas jovens das tomadas de decisão. Ensinar que a política é muito mais que termos complicados ou partidos, que no dia a dia se faz política de muitas formas é uma boa ajuda. Acreditar e apostar nos jovens também!

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