O concelho de Mirandela vai acolher, durante o próximo fim de semana, uma montaria ao javali. Até aqui nada de novo, tantas são as que se realizam por esse país fora, mas, esta é exclusivamente para mulheres que pretendem provar que a caça não é apenas para homens e vão testar se a pontaria está afinada.

Cidália Fernandes, natural de Vinhais, tem 34 anos, e desde bem cedo começou a gostar de caçar. “Já vem de alguns anos, porque o meu avô era caçador e o bichinho começou aí”, conta esta técnica de relações públicas. “Entretanto, cresci e achei que o meu forte seria a caça grossa. Comecei como matilheira, a acompanhar os meus amigos que caçavam ao javali, em montaria, surgiu depois a oportunidade de tirar a carta de caçador e desde então comecei a caçar ao javali, mas também foram surgindo outras espécies, como a caça ao coelho, à perdiz e outros”, adianta.

É uma das responsáveis pela organização da montaria feminina de Trás-os-Montes que vai juntar mais de meia centena de mulheres. “Traz não só as caçadoras de todo o país, mas também de outros países como a Espanha, Suécia e Alemanha. Vêm um pouco de toda a parte”, diz.

Muitas vão acompanhadas para dois dias de caça e muito convívio. “O evento move não só as caçadoras mas também as famílias, acompanhantes ou amigos que trazem”, acrescenta.

E porquê uma montaria só para mulheres? Cidália responde: “Montarias femininas não há muitas, no fundo elas realizam-se para tentar que mais mulheres se juntem a nós, que queiram caçar e que simplesmente sintam que este meio não é só de homens, mas também de mulheres. Hoje em dia, nas montarias acabam por participar homens e mulheres, mas esta é exclusivamente para as mulheres darem ao gatilho”, refere.

Ainda assim, Cidália Fernandes, afirma que nos últimos anos tem havido cada vez mais mulheres a inscrever-se em montarias mistas. “É muito bom estarmos numa montaria onde, há cerca de seis anos, estavam apenas duas ou três mulheres, se tanto, e agora é muito bom verificar que nas montarias mistas já vemos grupos de uma dezena de mulheres ou mais a caçar”.

E Cidália espera uma boa performance das caçadoras. “Temos notado que também temos a pontaria afinada, porque os resultados têm sido bons. Para 50 portas, uma média de 12 animais abatidos já será muito bom”, ressalva esta caçadora transmontana que entende que o setor devia ser mais apoiado pelo Estado e aponta o excesso de burocracia imposta como principal entrave à entrada de mais gente. “De facto, a parte burocrática é muito complicada. Não só para a obtenção da carta de caçador, como a licença de uso e porte de arma e os custos associados, o que dificulta e é uma barreira ao aparecimento de mais caçadores. Deviam ser dados mais apoios, pelo menos às entidades que gerem as zonas cinegéticas, pelo menos nas despesas com a melhoria dos habitats e na recuperação as espécies”, conclui.

Problemas à parte, no fim-de-semana, mais de 50 mulheres vão dar ao gatilho numa montaria ao javali, no concelho de Mirandela.

A montaria feminina acontece no domingo, em Valverde da Gestosa, com mais de meia centena de inscritas. Mas, o evento começa já amanhã, em Chelas, também no concelho de Mirandela, para uma noite que promete ser de muito convívio com um jantar de gala e um desfile de moda.

Jornalista: Fernando Pires

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