Artigo de opinião escrito por Nuno Pires- direção do Estabelecimento Prisional de Bragança

Coincidindo mais ou menos com o início da Primavera, todos os anos os Cristãos celebram a Festa da Páscoa.
Segundo o calendário hebraico, Jesus Cristo terá morrido em 14 de Nissan, precisamente o início Pessach, ou seja o mês religioso judaico, que marca o início da primavera.
Ora, sendo a primavera um período em que desponta para uma nova época do ano, de sol radiante, e desperta a natureza, durante o qual os campos se tornam verdejantes e as árvores mostram a exuberância da beleza das flores, que darão frutos, esta coincidência com o tempo Pascal tem algo em comum, porquanto, também a celebração da Páscoa, contextualizada num espírito Cristão e na sua dimensão ética, não é mais do que a vivência da reconciliação e da renovação do amor, do perdão, da compreensão, da partilha e da comunhão.
Até as nossas tradições pascais não acontecem, ou não se vivenciam por acaso. A partilha da refeição, do folar, a oferta dos ovos, que simbolizam a renovação, são actividades que acontecem e permanecem, imbuídas de uma simbologia que se perde no tempo.
A época pascal proporciona aos cristãos singulares ambientes retiro e especiais momentos de introspeção que favorecem e potenciam a criação de coisas novas e de pensamentos renovados, que deverão sustentar uma atitude mais positiva perante a vida e gerar de novas atitudes ao nível da evangelização e da solidariedade humana.
Ninguém é indiferente à Páscoa!… Até os laicos aproveitam o período pascal para usufruírem de momentos de lazer e actividades turísticas, sendo que a gastronomia assume um papel de relevo, com a família reunida à volta da mesa, num ambiente de comunhão e partilha.
Sem descurarem, também, estas vivências, os cristãos celebram com particular devoção a morte e a ressureição de Jesus Cristo, tornando-se as celebrações da Páscoa como as mais, ou das mais, importantes festividades religiosas e maior significado.
É precisamente este acreditar, inequívoco, na morte de ressurreição de Jesus Cristo, que acaba por distinguir a fé cristã de outras confissões religiosas. Por isso, este viver e sentir da fé, dá aos cristãos uma forma diferente de ser e estar, em comunhão com os outros.
E, inserido neste contexto, até a forma como o novo Papa, Francisco, que emergiu do seio da Igreja num período de preparação da Páscoa, e se apresenta perante o mundo, traz consigo o testemunho da renovação e do perdão, com particular evidência na atitude perante os pobres.
Na verdade, não podemos conceber a Celebração da Páscoa, se não dermos atenção aos mais desfavorecidos e testemunho inequívoco no quotidiano das nossas vidas, através de práticas efectivas, afectivas, coerentes, sentidas e vividas.
E quanto maior e mais reconhecido for o cargo institucional que cada cristão ocupe, sobretudo pela própria Igreja, mais incumbências deverá ter e assumir no que concerne à sua responsabilidade pessoal e social.
Num mundo tão globalizado, quanto problemático, em que vivemos, a sociedade não vai melhorar, sobretudo ao nível da justiça social e dos valores, se não nos empenharmos numa renovação efectiva por dentro, para conseguirmos transformar o nosso mundo por fora.
Aproveitemos, pois, este período de reflexão pascal, para melhorarmos a nossa moral, de modo que tudo à nossa volta fique mais alegre e se promova mais o valor bem que o conceito do mal!…

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