As eleições para as presidências das cinco Comissões de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR), marcadas para 12 de janeiro, vão decorrer com relativa estabilidade em quase todas as regiões, resultado de um acordo entre PS e PSD que definiu candidatos únicos para cada liderança. A única exceção é a CCDR-Norte, onde se registará uma disputa entre dois candidatos.
O atual presidente da CCDR-Norte, António Cunha, que ocupa o cargo desde 2020, confirmou que vai recandidatar-se, apresentando-se como candidato de continuidade e de unidade regional. O seu adversário, Álvaro Santos, antigo vice-presidente da Câmara de Vila Nova de Gaia, decidiu abandonar o cargo autárquico para concorrer à presidência da CCDR-Norte, sendo o candidato apoiado pelo PSD.
A candidatura de Santos gerou alguma contestação no partido socialista local, por ter saído de um mandato curto na autarquia e pelo impacto que a sua saída poderá ter em projetos municipais, incluindo a construção de habitação pública. Ainda assim, ele sublinha a importância estratégica da CCDR para o desenvolvimento da região Norte e para a coesão nacional, defendendo uma abordagem que valorize a autonomia e diversidade dos municípios.
As restantes presidências das CCDR vão ser atribuídas sem disputa, de acordo com o acordo entre os partidos. Além das presidências, será eleito um vice-presidente, enquanto os restantes membros das comissões serão nomeados pelo Governo. A atenção está agora centrada no Norte, onde a disputa promete mobilizar o colégio eleitoral autárquico da região.
Jornalista: Vitória Botelho
Foto: DR



















