A nomeação do novo Presidente do Conselho de Administração da Vila Real Social, José Miranda Silva, para o mandato 2025-2029, motivou uma troca de acusações entre o PSD e o PS em Vila Real, com críticas cruzadas sobre critérios de escolha, independência e gestão da empresa municipal.

Em comunicado, o PSD de Vila Real defende que a administração da empresa municipal “deve obedecer a critérios rigorosos de transparência, competência e independência”, sublinhando a relevância da Vila Real Social nas políticas de habitação social. Os sociais-democratas salientam ainda que “a remuneração atribuída ao Presidente da empresa será equiparada à de um Vereador em regime de permanência”.

O PSD levanta também dúvidas quanto à independência do nomeado, referindo que “subsistem sérias dúvidas quanto à existência de conflitos de interesses”, nomeadamente pela sua ligação ao setor imobiliário e pela acumulação de funções partidárias, defendendo “garantias claras de independência e separação entre gestão pública e direção partidária”. No comunicado é ainda apontado que estas preocupações surgem “num contexto em que a Vila Real Social tem sido alvo de atenção mediática, na sequência de uma acusação do Ministério Público relacionada com nomeações e práticas de gestão”. O partido considera igualmente “particularmente preocupante a fragilidade do currículo apresentado”, que, segundo o PSD, não demonstra experiência relevante em gestão pública ou habitação social.

Em resposta, o Partido Socialista de Vila Real acusa o PSD de recorrer a insinuações e de adotar um discurso de duplos critérios. Os socialistas afirmam que a nomeação do novo presidente representa “uma opção inequívoca pela competência, pela exigência e pela boa gestão”, destacando o seu percurso profissional em cargos de direção no setor privado.

Relativamente à remuneração, o PS garante que “não há novidade, não há aumento, não há privilégio”, lembrando que o regime em vigor existe desde a criação da empresa municipal. O partido critica ainda o PSD por questionar a ligação partidária do nomeado, sublinhando que os cargos de confiança política são uma prática transversal e recordando casos de nomeações feitas pelos sociais-democratas para funções públicas.

O PS reafirma, por fim, o compromisso com “uma gestão séria, transparente e orientada para resultados”, defendendo que Vila Real “precisa de trabalho, competência e verdade”, e não de polémicas políticas em torno da gestão da empresa municipal.

Jornalista: Vitória Botelho

Foto: DR

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