O Município de Montalegre e a Junta de Freguesia da Chã promovem, no próximo dia 22 de fevereiro, o programa de encerramento das Comemorações do Centenário do nascimento de Bento da Cruz (1925–2025), numa homenagem sentida a uma das mais marcantes figuras da literatura barrosã e portuguesa.
Natural da aldeia de Peireses, no concelho de Montalegre, Bento da Cruz cresceu profundamente ligado ao mundo rural, realidade que viria a marcar de forma indelével a sua obra literária. Nos seus romances, contos e crónicas, o Barroso surge não apenas como pano de fundo, mas como verdadeiro protagonista — um território áspero e belo, onde as tradições, a resistência humana e a relação com a terra ganham voz literária.
O programa de encerramento integra uma romagem ao cemitério, um roteiro literário intitulado “A Memória que se lê na Paisagem”, com início em Peireses, a visita à casa do escritor, local simbólico para compreender as raízes sociais e culturais que influenciaram a sua escrita, bem como uma homenagem institucional promovida pela Junta de Freguesia da Chã. As celebrações culminam com um almoço literário, momento de convívio e partilha em torno da memória do autor.
Ao longo da sua vida e obra, Bento da Cruz demonstrou que a literatura é também um exercício de preservação da memória coletiva e de valorização das pequenas histórias que moldam a identidade de um povo. Ao escrever sobre o Barroso, escreveu sobre o humano, construindo pontes entre passado e presente, entre o quotidiano rural e a dimensão universal da condição humana.
No dia em que o escritor assinalaria 101 anos, Montalegre reafirma o compromisso de celebrar e perpetuar o legado cultural de Bento da Cruz, mantendo viva uma obra que continua a dialogar com o tempo e a inspirar novas gerações de leitores.
A Redação,
Foto: DR



















