Na vida, como nas organizações desportivas, ou outras, devemos fazer, com frequência, o exercício reflexivo em que estejam presentes o ser, o ter e do poder. Nunca poderemos programar nada se não tivermos em conta o que somos, o que temos e o que podemos. Pois se assim não acontecer, podemos correr o risco de nada ganhar e muito perder.


Com efeito, hoje, mais do que nunca, devemos ter consciência das nossas possibilidades e capacidades. A capacidade de interiorização da realidade do que nos rodeia e da forma como nela nos movimentamos é, também, de importância relevante no modo como conduzimos os nossos projetos pessoais, sociais e organizacionais.
Nesta perspetiva é importante questionarmo-nos, com relativa frequência acerca de como queremos programar os nossos projetos e ambições e como pretendemos integrá-los social e economicamente.
Torna-se, pois, evidente a importância que em cada um de nós deve assumir quando nos encontramos e realizamos, na conjugação da criatividade e na responsabilidade.
A capacidade de refletir e pensar, leva-nos a adotar maior serenidade e a compreender melhor a realidade, favorecendo a nossa auto-estima e identidade.
Descobrir quem somos, onde estamos, as várias possibilidades e caminhos a seguir na realização dos nossos objetivos, pessoais e coletivos, além de ser verdadeiramente fascinante e transformador, torna mais firme e determinada a nossa caminhada e das organizações onde estamos inseridos.
Por outro lado, ter uma mente aberta para aceitar ideias e críticas e disponível para conviver com a diversidade e até com a fragilidade dos outros, torna-se um interessante método na ação e na forma de estar, ser e sentir.
Ora, transportando esta perspetiva para o mundo do desporto, nomeadamente para o futebol, depressa damos conta que todos estes conceitos e formas de agir ficam muito aquém do que seria desejável. Infelizmente.
O mundo do futebol e de muitos dos seus protagonistas está a desviar-se, de forma perigosa, dos mais elementares princípios desportivos, de cidadania e de respeito pela dignidade dos valores humanos e de urbanidade.
Na verdade, muitas vezes sem qualquer preparação global, muito menos específica, minimamente sustentadas, para os seus cargos institucionais que ocupam, mas convencidos de protagonizarem “atos heróicos” de “salvadores da pátria”, há dirigentes desportivos que, além da falta de humildade e autoavaliação, se tornam arrogantes e convencidos de que lhes assiste sempre razão em tudo o que, muitas vezes de forma ditatorial, protagonizam.
Inúmeras vezes sem uma estratégia devidamente programada e com uma nítida falta visão que permita a sustentabilidade, mas apenas preocupados com o mediatismo no imediato, nem se apercebem de que a sua importância poderá ficar rapidamente esbatida no presente e sem qualquer reconhecimento no futuro.
Sem consciência de alguns efeitos da perigosidade do mau exercício e da efemeridade de poder, mas imbuídos na ilusão do querer, tantas vezes para compensação individual do ser, podem ser potenciadas obstinadas posturas que não se traduzirão em resultados práticos que visem um futuro sustentado das organizações desportivas, mas tão só levem a dispersões, descredibilizações e coletivas desmotivações.
É, assim, importante perceber que a ilusão do querer potencia, muitas vezes, a insustentabilidade no poder!…


Artigo escrito por Nuno Pires

Dizeres Populares BATATAS TAO ESTALADICAS Mirandela Braganca 730x90px
Dizeres Populares BIG MAC VAI NUM AI Mirandela Braganca 730x90px
Banner Elisabete Fiseoterapia
Dizeres Populares TASTY ARREGUILAR OS OLHOS Mirandela Braganca 730x90px
IMG_9798
Design sem nome (5)
Alheiras Angelina
banner canal n
Artigo anteriorDESFILE ETNOGRÁFICO ANIMA FESTAS DA AMENDOEIRA EM FLOR EM VILA NOVA DE FOZ CÔA
Próximo artigoA ALMA É IMORTAL? CARLOS NEVES DEBATE GRANDE QUESTÃO DA EXISTÊNCIA EM CONVERSAS À TERÇA