O Museu de Arte Contemporânea Nadir Afonso (MACNA), em Chaves, vai encerrar temporariamente ao público entre os dias 16 de junho e 3 de julho, numa pausa necessária para preparar aquele que será um dos momentos mais marcantes da sua história recente: as celebrações do seu 10.º aniversário.

A informação foi avançada pelo Município de Chaves, que explica que este período de encerramento será dedicado aos trabalhos de montagem de um novo ciclo expositivo concebido especialmente para assinalar a primeira década de atividade daquele que é hoje um dos mais prestigiados equipamentos culturais do Norte do país.
Ao longo dos últimos dez anos, o MACNA afirmou-se como uma referência nacional na divulgação da arte contemporânea, desempenhando um papel determinante na valorização e projeção do legado artístico de Nadir Afonso, um dos nomes maiores da arte portuguesa do século XX. O museu transformou-se também num importante polo de dinamização cultural, atraindo visitantes, investigadores e amantes da arte de diferentes pontos do país e do estrangeiro.
A reabertura está agendada para o próximo dia 4 de julho, às 11h00, momento em que serão inauguradas duas exposições de grande relevância integradas no programa comemorativo do aniversário.
Uma das mostras será dedicada à obra de Nadir Afonso, sob curadoria de Rui Maia, proporcionando uma nova leitura do universo criativo do mestre flaviense. Em paralelo, será inaugurada uma exposição da autoria de Álvaro Siza, uma das figuras mais influentes da arquitetura contemporânea a nível internacional, com curadoria de António Choupina.
A apresentação simultânea destas duas propostas expositivas reflete a ambição e a dimensão das comemorações preparadas para celebrar os dez anos do MACNA, reforçando o posicionamento do museu enquanto espaço de excelência artística e de diálogo entre diferentes expressões criativas.
Dez anos depois da sua inauguração, o MACNA prepara-se para abrir um novo capítulo da sua história. E fá-lo fiel à missão que o tornou uma referência incontornável: aproximar o público da arte contemporânea, honrar o legado de Nadir Afonso e continuar a afirmar Chaves no mapa cultural nacional.

Jornalista: Paulo Silva Reis
Foro: DR

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