Os Encontros de Primavera estão de regresso à aldeia de Picote, no concelho de Miranda do Douro, entre os dias 3 e 7 de junho, trazendo consigo uma nova edição dedicada ao tema “Arquiteturas da Vida e da Morte”, numa proposta artística e cultural que promete transformar o território num espaço de reflexão, criação e partilha comunitária.
Promovida pela Associação Frauga, a iniciativa volta a afirmar-se como um dos mais relevantes momentos de pensamento cultural e criação contemporânea no Nordeste Transmontano, reunindo artistas, investigadores, criadores e comunidade em torno de uma programação multidisciplinar profundamente ligada ao território.
Segundo a organização, esta edição propõe “uma reflexão artística, antropológica e sensorial sobre os vestígios, as memórias e as marcas humanas inscritas na paisagem do Planalto Mirandês e das Arribas do Douro”, explorando a relação entre património, identidade e memória coletiva.
Ao longo de cinco dias, Picote acolherá exposições, performances, sessões de cinema, caminhadas interpretativas, intervenções artísticas, momentos musicais e diversas ações de partilha comunitária, cruzando diferentes linguagens artísticas numa abordagem contemporânea e participativa.
A temática “Arquiteturas da Vida e da Morte” pretende conduzir o público por uma viagem de descoberta dos sinais deixados pelo homem na paisagem e na memória do território, valorizando simultaneamente o património material e imaterial da região mirandesa.
Os Encontros de Primavera consolidam, assim, o seu papel enquanto espaço de diálogo entre arte, património, território e comunidade, promovendo novas formas de olhar o interior do país através da cultura e da criação artística.
Para a Associação Frauga, o evento representa também uma oportunidade de reforçar a ligação entre os habitantes e o património cultural local, estimulando a participação ativa da comunidade e a valorização da identidade do Planalto Mirandês.
A Redação, com Lusa
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