Vários presidentes de junta de freguesia do concelho de Bragança manifestaram indignação perante a decisão da Caixa de Crédito Agrícola de reduzir para apenas dois dias por semana o horário de funcionamento da agência situada em Parada, uma medida que, segundo os autarcas, penaliza gravemente a população e o tecido económico local.
O balcão, que até ao final de 2025 funcionava de segunda a sexta-feira em horário completo, passou no início deste ano a estar aberto apenas às terças e quintas-feiras. A alteração foi comunicada ao presidente da Junta de Freguesia de Parada, Herve Gonçalo, por um elemento da direção da instituição bancária, que justificou a decisão com o reduzido número de movimentos e atendimentos diários.
“Foi-me transmitido que, de acordo com os rácios do banco, os números não justificariam a abertura durante cinco dias”, explicou o autarca. No entanto, Herve Gonçalo contesta a falta de transparência da instituição. “A Caixa de Crédito Agrícola ainda não nos forneceu qualquer dado concreto sobre os movimentos diários ou semanais que fundamentem esta decisão”, criticou.
Embora localizado em Parada, a cerca de 30 quilómetros da cidade de Bragança, o balcão serve uma vasta área rural, abrangendo mais de uma dezena de localidades vizinhas, entre as quais Paredes, Carocedo, Faílde, Pinela, Coelhoso, Paradinha Nova e Velha, Grijó de Parada, Freixedelo, Valverde e Quinta de Montezinho.
Segundo o presidente da junta, trata-se de um território “bastante ativo do ponto de vista empresarial”, com atividade relevante na construção civil, em instituições particulares de solidariedade social e em pequenas indústrias de transformação, nomeadamente do setor do fumeiro. A agência é ainda amplamente utilizada por emigrantes que regressam à região durante o período de verão.
A redução do horário levou à criação de um abaixo-assinado promovido pelas freguesias de Parada, Pinela, Coelhoso e Grijó de Parada, que já recolheu centenas de assinaturas. Os autarcas envolvidos e os responsáveis dos lares existentes nestas localidades têm agendada para esta sexta-feira uma reunião com a administração da Caixa de Crédito Agrícola, com o objetivo de manifestar formalmente o descontentamento e tentar reverter a decisão.
“Os empresários e a sociedade civil podem optar por outras instituições bancárias, se esta deixar de prestar o serviço de proximidade de que necessitam. Se têm de se deslocar a Bragança, tanto podem ir à Caixa de Crédito Agrícola como a qualquer outro banco”, alertou Herve Gonçalo.
O autarca revelou ainda que a redução de horários não se limita à agência de Parada. Em Chacim, no concelho de Macedo de Cavaleiros, o balcão, que já funcionava apenas um dia por semana, passou agora a abrir apenas meio dia.
Contactada a Caixa de Crédito Agrícola não prestou esclarecimentos até ao momento. De acordo com informação disponível no ‘site’ da instituição, no concelho de Bragança existe a Caixa de Crédito Agrícola do Alto Douro, com quatro agências em funcionamento: duas na cidade de Bragança, uma em Parada e outra em Izeda.
A Redação com Lusa
Foto: DR

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