A Casa de Mateus iniciou um ambicioso projeto de requalificação do seu património edificado, com um investimento inicial de dois milhões de euros, numa estratégia que reforça a ligação histórica ao vinho e ao Alto Douro Vinhateiro, que assinala 25 anos de classificação como Património Mundial.

Símbolo incontornável de Vila Real, o palácio setecentista, concluído em 1744 e classificado como monumento nacional desde 1910, continua a afirmar-se como um dos principais polos turísticos da região, tendo recebido cerca de 115 mil visitantes em 2025.
A intervenção agora em curso, promovida pela Fundação da Casa de Mateus, visa não só valorizar o património, mas também qualificar a experiência dos visitantes. O objetivo passa por prolongar a permanência no espaço, diversificar conteúdos e reforçar a vertente educativa.
Nesta primeira fase, os trabalhos incidem sobre dois antigos edifícios agrícolas situados junto à adega, onde irão nascer um centro expositivo e um pavilhão de chá. O novo espaço, designado “Praça da Adega”, pretende afirmar-se como uma segunda área de acolhimento ao público, evocando a memória rural e a forte ligação da Casa de Mateus ao universo vitivinícola duriense.
A inauguração está prevista para outubro, integrada nas celebrações das vindimas e do 25.º aniversário da classificação do Douro como património mundial.
O futuro centro expositivo irá reunir alfaias agrícolas históricas e acolher exposições contemporâneas, enquanto o pavilhão de chá, denominado Casa das Japoneiras, surge associado ao jardim de camélias, um dos ex-líbris do espaço.
O projeto arquitetónico, desenvolvido por Nuno Mateus, partiu de um estudo aprofundado da evolução histórica do conjunto edificado. A intervenção privilegia a recuperação de técnicas e materiais tradicionais, como pedra, madeira e telha cerâmica, eliminando elementos introduzidos mais recentemente, como estruturas em betão, e devolvendo visibilidade a componentes arquitetónicos até agora ocultos, nomeadamente na zona contígua à capela.
A obra decorre sob acompanhamento do Património Cultural, I.P., garantindo o cumprimento das normas de salvaguarda de um conjunto classificado.
Financiado parcialmente por programas como o Mais Turismo e o ARI, conhecido como regime dos “vistos gold” para a cultura, o investimento integra uma estratégia de médio e longo prazo. A fundação prepara já novas fases de intervenção, que poderão ultrapassar o montante agora aplicado.
Entre os projetos previstos está o “Quinteiro das Artes”, que incluirá biblioteca, espaços museológicos, oficinas de conservação e residências artísticas e de investigação, reforçando a missão cultural, científica e educativa da instituição.
Numa etapa posterior, a requalificação deverá estender-se à adega e ao próprio palácio, consolidando a Casa de Mateus como um espaço vivo, onde património, cultura e identidade duriense se cruzam e projetam no futuro.

A Redação com Lusa
Foto: DR

Alheiras Angelina
banner canal n
IMG_9798
Dizeres Populares BIG MAC VAI NUM AI Mirandela Braganca 730x90px
Dizeres Populares TASTY ARREGUILAR OS OLHOS Mirandela Braganca 730x90px
Dizeres Populares BATATAS TAO ESTALADICAS Mirandela Braganca 730x90px
Artigo anteriorMIRANDA DO DOURO PREPARA DISPOSITIVO DE COMBATE A INCÊNDIOS RURAIS
Próximo artigoCANDIDATURAS ABERTAS PARA NOVAS AUTORIZAÇÕES DE PLANTAÇÃO DE VINHA