A “Cereja de Alfândega da Fé” passou a deter o estatuto de Identificação Geográfica Protegida (IGP), decisão que associa oficialmente a qualidade do fruto ao território de origem e reforça a sua valorização no mercado.
De acordo com aviso publicado em Diário da República, foi proferida decisão nacional favorável ao registo da denominação, apresentada pela Cooperativa Agrícola de Alfândega da Fé. A classificação impõe o cumprimento de características específicas e condições de produção para que o produto possa ser comercializado com esta qualificação.
O processo de certificação teve início há mais de uma década. Já em 2015, o então presidente da cooperativa e atual presidente da Câmara Municipal de Alfândega da Fé, Eduardo Tavares considerava que esta distinção representaria uma “mais-valia” para o produto e para a economia local.
Segundo o aviso oficial, a decisão nacional confere proteção jurídica em território português à designação “Cereja de Alfândega da Fé”, com efeitos a partir de 3 de dezembro de 2025, data em que foi apresentado o pedido de registo junto da Comissão Europeia.
Símbolo identitário do concelho transmontano, a cereja atinge produções na ordem das 200 toneladas em anos de boa campanha, sendo também o principal destaque da Feira da Cereja, realizada anualmente em junho e considerada o maior certame do município.
A obtenção do selo IGP representa, assim, um passo determinante para a promoção, proteção e valorização económica deste produto agrícola de referência de Trás-os-Montes.
A Redação com Lusa
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