Os distritos de Vila Real e Bragança estão esta terça-feira sob forte pressão devido às condições meteorológicas adversas, com oito concelhos transmontanos classificados pelo Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) em perigo máximo de incêndio rural.

No distrito de Vila Real, os concelhos de Chaves e Montalegre encontram-se no nível mais elevado de risco. Já no distrito de Bragança, a situação é ainda mais preocupante, abrangendo os concelhos de Bragança, Vinhais, Macedo de Cavaleiros, Vimioso, Miranda do Douro e Mogadouro, todos sob perigo máximo de incêndio.
O cenário resulta da combinação de temperaturas muito elevadas, baixa humidade relativa do ar e condições atmosféricas favoráveis à propagação rápida de incêndios, fatores que levaram também o IPMA a colocar os distritos de Vila Real e Bragança sob aviso laranja devido ao calor extremo.
A situação assume particular relevância numa região onde extensas áreas florestais, matos e terrenos agrícolas aumentam a vulnerabilidade ao fogo durante os meses mais quentes do ano. As autoridades apelam à máxima vigilância e ao cumprimento rigoroso das medidas de prevenção, numa altura em que qualquer ignição pode transformar-se rapidamente num incêndio de grandes dimensões.
Além dos concelhos em perigo máximo, vários outros municípios dos distritos de Vila Real e Bragança encontram-se classificados com níveis muito elevados de risco, mantendo-se a preocupação das entidades de proteção civil quanto à evolução das condições meteorológicas nos próximos dias.
Segundo o IPMA, o perigo de incêndio rural deverá manter-se pelo menos até quarta-feira, prevendo-se apenas um desagravamento gradual a partir dessa data. As previsões apontam para a continuação de temperaturas elevadas, associadas a vento moderado e baixos níveis de humidade, condições que favorecem a ignição e propagação das chamas.
Perante este quadro, as autoridades recomendam à população que evite a realização de queimadas, queimas de sobrantes, utilização de maquinaria suscetível de provocar faíscas ou qualquer atividade que possa originar focos de incêndio, especialmente nas zonas rurais e florestais.
A Proteção Civil e os agentes de vigilância mantêm um acompanhamento permanente da situação, reforçando os meios de prevenção e sensibilização numa altura em que Vila Real e Bragança enfrentam um dos períodos de maior risco de incêndio deste início de verão.
Com as temperaturas a permanecerem em níveis elevados e o território sob forte pressão meteorológica, a responsabilidade individual assume um papel decisivo na proteção das populações, das florestas e do património natural de Trás-os-Montes.

Jornalista: Paulo Silva Reis com Lusa
Foto: DR

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