Assinala-se hoje o Dia Mundial da Luta Contra o Cancro, uma data que vai muito além de uma efeméride no calendário. É um momento de memória, de consciência coletiva e, sobretudo, de compromisso com a vida. Em cada diagnóstico existe uma história interrompida, um medo silencioso, mas também uma força inesperada que se levanta todos os dias para continuar.
O cancro permanece como um dos maiores desafios de saúde pública à escala global, afetando milhões de pessoas e famílias. Ainda assim, os avanços científicos, a inovação terapêutica e o investimento na investigação têm permitido transformar aquilo que antes era apenas sinónimo de fatalidade em percursos cada vez mais marcados pela esperança, pela sobrevivência e pela qualidade de vida. Hoje, falar de cancro é também falar de superação.
Mas esta luta não se trava apenas nos hospitais ou laboratórios. Faz-se na prevenção, no acesso equitativo aos cuidados de saúde, no diagnóstico precoce e na informação clara que chega a todos. Faz-se, sobretudo, na forma como a sociedade olha para quem enfrenta a doença: com respeito, proximidade e empatia, nunca com estigma ou silêncio.
Neste dia, recordam-se os que partiram, celebram-se os que venceram e abraçam-se, com especial cuidado, aqueles que continuam a lutar. Porque por detrás de cada estatística existe um nome, uma família, um projeto de vida que resiste.
O Dia Mundial da Luta Contra o Cancro é, acima de tudo, um lembrete de que ninguém deve enfrentar esta batalha sozinho. E que, enquanto houver ciência, solidariedade e esperança, haverá sempre caminho.
Artigo escrito por:
Carla Barroso Reis, enfermeira na ULSTMAD e membro da Associação de Profissionais de Saúde do Alto Tâmega (APSAT)















