A internacionalização das empresas durienses e o reforço da presença dos vinhos do Douro nos mercados externos estão no centro de um novo programa estratégico apresentado esta terça-feira no Peso da Régua, numa iniciativa conjunta do Instituto dos Vinhos do Douro e do Porto e da AICEP – Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal.
O projeto, denominado “Portuguese Wines Go Global”, pretende capacitar os produtores da região para os desafios da exportação, da promoção internacional e da afirmação das marcas durienses num mercado global cada vez mais competitivo.
“O objetivo desta ação é capacitar as nossas empresas para uma dinâmica de exportação”, afirmou Gilberto Igrejas, sublinhando que a iniciativa procura dar ferramentas concretas aos agentes económicos da região para enfrentarem os desafios da internacionalização.
Falando aos jornalistas à margem da sessão de apresentação, Gilberto Igrejas destacou que esta primeira ação, realizada na Régua, pretende sobretudo sensibilizar as empresas de média dimensão para a necessidade de expandirem a presença das suas marcas além-fronteiras.
“O objetivo desta primeira sessão foi despertar os agentes económicos para a importância de internacionalizarem as suas marcas e prepararem as empresas para novos mercados”, referiu.
O programa prevê a realização de oito ações temáticas dedicadas a áreas consideradas estratégicas para o setor vitivinícola, incluindo marketing, enoturismo, exportações, gestão de marca, comércio eletrónico, inovação, tendências de consumo e ‘storytelling’.
A aposta passa por fornecer aos produtores ferramentas de análise e posicionamento internacional, ajudando cada empresa a compreender melhor a sua identidade, os mercados mais adequados e as estratégias necessárias para competir globalmente.
“Cada agente económico precisa perceber qual é a dinâmica da sua empresa e como pode posicionar-se nesses mercados”, explicou o presidente do IVDP.
Durante o encontro foram também divulgados dados atualizados sobre o desempenho económico dos vinhos da região. Em 2025, o vinho do Porto gerou um volume de negócios de cerca de 365 milhões de euros, registando uma ligeira quebra de 0,2% face ao ano anterior.
Já os vinhos com Denominação de Origem Controlada (DOC) Douro atingiram um volume de negócios de 235 milhões de euros, menos 1,5% em comparação com 2024.
Perante estes números, a necessidade de diversificar mercados e reforçar estratégias de promoção internacional foi uma das principais conclusões da sessão.
Atualmente, os principais destinos do vinho do Porto continuam a ser Portugal, França, Reino Unido, Países Baixos, Estados Unidos da América, Bélgica, Dinamarca, Alemanha, Canadá e Espanha.
Gilberto Igrejas defendeu ainda que o crescimento internacional do setor deve passar por uma maior valorização das marcas próprias e da identidade da região.
“Ninguém promove melhor a marca do que nós próprios. Não devemos entregar de forma secundária a nossa marca a terceiros que não têm a mesma aptidão para defender a nossa denominação de origem”, afirmou.
A sessão desta terça-feira reuniu cerca de 65 empresas da região e marcou o arranque oficial de uma estratégia que pretende fortalecer a competitividade do Douro e consolidar a posição dos vinhos durienses nos mercados internacionais.
O projeto “Portuguese Wines Go Global” é cofinanciado pelo programa Compete 2030.
A Redação com Lusa
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