A futura Ecovia Internacional do Tâmega e do Corgo, que irá ligar os concelhos de Vila Real, Santa Marta de Penaguião e Peso da Régua, representa um investimento global de 1,3 milhões de euros e começará a ser construída nas próximas semanas, aproveitando o antigo canal ferroviário da desativada Linha do Corgo.
O anúncio foi feito pela Câmara Municipal de Vila Real, que revelou já ter sido assinado o auto de consignação da empreitada, dividida em três lotes e com uma extensão total de cerca de 40 quilómetros.
A nova infraestrutura ocupará parte do antigo traçado ferroviário encerrado em 2009, transformando-o num corredor dedicado à mobilidade suave, ao lazer e ao turismo sustentável. A ecovia permitirá ainda reforçar a ligação regional entre o interior transmontano e o Douro, integrando-se na Rede Europeia de Ecopistas através da conexão a Verín, em Espanha.
O presidente da Câmara de Vila Real, Alexandre Favaios, considera o projeto “estratégico” para o território, destacando o seu impacto na valorização ambiental e turística da região.
“Esta ecovia representa um investimento estruturante para o concelho e para toda a região, promovendo a valorização ambiental, o turismo sustentável e a qualidade de vida das populações”, afirmou o autarca.
O projeto resulta de uma candidatura ao Turismo de Portugal e contempla intervenções ao nível das infraestruturas viárias, obras acessórias e infraestruturas elétricas.
O Lote 1, correspondente ao concelho de Vila Real, abrange 30,35 quilómetros e representa um investimento de cerca de 626 mil euros, com um prazo de execução de aproximadamente oito meses. Já o Lote 2, em Santa Marta de Penaguião, terá uma extensão de 6,6 quilómetros e um investimento de 288 mil euros, enquanto o Lote 3, no Peso da Régua, abrangerá 3,1 quilómetros, num investimento de 393 mil euros.
Segundo o município, a Ecovia Internacional do Tâmega e do Corgo pretende afirmar-se como um eixo regional de mobilidade e lazer, incentivando a utilização de modos suaves de deslocação e criando novas oportunidades de fruição do património natural e paisagístico.
A ligação ao Alto Douro Vinhateiro, classificado pela UNESCO como Património Mundial da Humanidade, é apontada como um dos fatores de valorização turística do projeto, que pretende reforçar a atratividade do território junto de visitantes nacionais e estrangeiros.
A Redação com Lusa
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