Suspeito terá provocado um incêndio ao realizar uma queima de sobrantes que se descontrolou. A investigação foi conduzida pelo Núcleo de Proteção Ambiental de Mirandela.
Um homem de 66 anos foi detido, no dia 2 de novembro, por suspeita da prática do crime de incêndio florestal, no concelho de Carrazeda de Ansiães, revelou a Guarda Nacional Republicana (GNR).
A detenção foi efetuada pelo Núcleo de Proteção Ambiental de Mirandela, do Comando Territorial de Bragança, no âmbito de uma investigação a um incêndio florestal. Segundo a GNR, as diligências realizadas permitiram apurar que o homem estaria a proceder à queima de sobrantes agrícolas, que acabou por se descontrolar e dar origem ao fogo.
O suspeito foi constituído arguido e os factos foram comunicados ao Tribunal Judicial de Vila Flor.
Na sequência desta ocorrência, a GNR volta a alertar para os cuidados a observar na realização de queimas de sobrantes, lembrando que estas estão sujeitas a diferentes regras consoante o período do ano e o nível de perigo de incêndio rural.
Nos concelhos onde o perigo de incêndio seja «muito elevado» ou «máximo», bem como entre 1 de junho e 31 de outubro, as queimas de amontoados dependem de autorização da autarquia e devem cumprir o acompanhamento por esta definido. Nos restantes períodos do ano, estão sujeitas a mera comunicação prévia à Câmara Municipal.
A Guarda sublinha ainda que quem realiza uma queima não pode abandonar o local enquanto esta decorrer e até estar completamente extinta. A realização de queimas sem autorização e sem o acompanhamento exigido pode ser enquadrada como uso de fogo intencional.
A GNR recomenda, por isso, que, antes de qualquer trabalho agrícola ou florestal, seja sempre consultado o nível de perigo de incêndio rural e cumpridas todas as medidas de prevenção.
Jornalista: Paulo Silva Reis
Foto: DR





















