O Instituto Politécnico de Bragança (IPB) e a Direção-Geral de Alimentação e Veterinária (DGAV) assinam, esta quinta-feira, 14 de maio, um protocolo de colaboração que permitirá dar continuidade ao programa de luta biológica contra o cancro do castanheiro, uma das doenças que mais ameaça os soutos transmontanos e outras regiões produtoras do país.

A cerimónia está marcada para as 14h00, no Auditório Dionísio Gonçalves, da Escola Superior Agrária de Bragança, e contará com a presença da subdiretora-geral da DGAV, Ana Paula Cruz Garcia, do presidente do IPB, Orlando Rodrigues, e da investigadora Eugénia Gouveia, responsável científica pelo programa.

O acordo surge na sequência da renovação, por mais cinco anos, da autorização experimental concedida pela DGAV ao IPB para a produção e aplicação do produto biológico DICTIS, desenvolvido pela instituição brigantina para o tratamento do cancro do castanheiro.

O DICTIS, registado sob a marca nacional n.º 582058, utiliza estirpes hipovirulentas de Cryphonectria parasitica, modificadas através do Cryphonectria hypovirus 1 (CHV1), funcionando como agente biológico no combate à doença. Esta solução tem vindo a ser apontada como uma alternativa sustentável e inovadora no controlo fitossanitário dos soutos.

A autorização experimental atribuída pela DGAV esteve em vigor entre 2015 e 2025 e é agora prolongada por novo período de cinco anos, reconhecimento que reforça a importância científica e técnica do trabalho desenvolvido pelo Instituto Politécnico de Bragança nesta área de investigação aplicada.

O protocolo agora formalizado estabelece as condições para a execução do plano experimental associado à aplicação do agente biológico, permitindo a continuidade dos estudos científicos e técnicos necessários ao cumprimento das normas europeias relativas às substâncias ativas e preparações microbiológicas utilizadas na proteção fitossanitária.

Entre os principais objetivos está a preparação de um dossiê técnico-científico destinado à aprovação das estirpes hipovirulentas de C. parasitica como substância de controlo biológico, nos termos do Regulamento (CE) n.º 1107/2009.

Com esta iniciativa, o IPB reforça o seu compromisso com a investigação, a inovação agroalimentar e a valorização sustentável dos recursos endógenos, contribuindo para a proteção da fileira da castanha, considerada estratégica para a economia e para a coesão territorial das regiões do interior do país.

Jornalista: Maria Inês Pereira

Foto: DR

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