O Instituto Politécnico de Bragança (IPB) está a dar mais um passo na sua estratégia de internacionalização com a preparação de um programa de doutoramento conjunto com várias instituições de ensino superior do estado brasileiro do Paraná.
A iniciativa ganhou forma com a recente visita a Bragança de uma delegação composta por representantes da Universidade Tecnológica Federal do Paraná e de cinco universidades estaduais daquela região. Ao longo do encontro, que reuniu uma dezena de responsáveis académicos, foi delineada a proposta de criação do doutoramento em “Tecnologias para Sistemas Agro-Bio-Alimentares”, a submeter à Agência de Avaliação e Acreditação do Ensino Superior (A3ES).
Este projeto surge no seguimento de uma colaboração iniciada em 2014, que tem vindo a consolidar-se através de programas de mobilidade académica, investigação conjunta e dupla diplomação. Ao longo da última década, a parceria envolveu mais de mil estudantes e originou centenas de publicações científicas em coautoria internacional, além da integração de investigadores e doutorandos nas unidades de investigação do IPB.
Mais recentemente, esta cooperação foi reforçada com um programa de dupla diplomação de doutoramento, financiado pela Fundação Araucária para o período entre 2025 e 2028, envolvendo as instituições brasileiras e os atuais programas doutorais do IPB em áreas como biossistemas, produtos naturais e engenharia de sistemas inteligentes.
O novo doutoramento internacional pretende apostar numa abordagem interdisciplinar, centrada no desenvolvimento de soluções sustentáveis para a cadeia agro-bioalimentar. Entre as áreas abrangidas destacam-se a produção agroindustrial, a transformação digital e as tecnologias emergentes, com o contributo de unidades de investigação como o Centro de Investigação de Montanha (CIMO) e o Centro de Digitalização e Robótica Inteligente (CeDRI).
A reunião contou ainda com a presença de representantes de entidades de ambos os países, nomeadamente da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES), da A3ES e da Fundação Araucária, evidenciando o caráter internacional e inovador da proposta, que prevê um modelo de avaliação conjunta.
Durante a visita, a delegação teve também oportunidade de conhecer o Campus do Cruzeiro, em Mirandela, bem como projetos nas áreas da comunicação e da cultura, numa perspetiva que reforça a ligação entre conhecimento, território e inovação.
Maria Inês Pereira
Foto: DR




















