A prevenção dos incêndios rurais no Alto Tâmega e Barroso ganhou um novo impulso com o arranque dos trabalhos de uma máquina de rasto em Bouçoães, no concelho de Valpaços, numa intervenção que reforça a capacidade operacional do território na gestão de combustíveis e na defesa da floresta.
A operação, realizada ontem, dia 15 de junho, marcou o início efetivo da atividade deste equipamento no terreno, simbolizando o compromisso das entidades locais e regionais com uma estratégia cada vez mais assente na prevenção e na gestão integrada do risco de incêndio rural.
O momento foi acompanhado pelo presidente da Câmara Municipal de Valpaços, Jorge Mata Pires, pelo chefe do Núcleo de Coordenação Sub-Regional do Alto Tâmega e Barroso para a Gestão de Fogos Rurais, Ricardo Saldanha, pelo técnico da Comunidade Intermunicipal do Alto Tâmega e Barroso, José Barros, e pela coordenadora municipal de Proteção Civil, Carla Cerdeira.
A máquina de rasto, atribuída pelo Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF) à Comunidade Intermunicipal do Alto Tâmega e Barroso (CIMAT), integra o reforço da capacidade operacional das comunidades intermunicipais no âmbito da prevenção estrutural e da gestão integrada dos fogos rurais.
O equipamento será utilizado de forma articulada pelos municípios que integram a CIMAT, permitindo a abertura e manutenção de faixas de gestão de combustível e a realização de intervenções estratégicas destinadas a reduzir a carga combustível existente no território, diminuindo assim a probabilidade de propagação de incêndios de grandes dimensões.
Para o presidente da Câmara Municipal de Valpaços, Jorge Mata Pires, a aposta na prevenção constitui um investimento indispensável para a proteção das populações e dos recursos naturais.
“A prevenção é a melhor ferramenta para proteger as populações, o património natural e a atividade económica do nosso território. Este equipamento representa um reforço importante da capacidade de intervenção e é também um exemplo da importância da cooperação entre os municípios e as entidades responsáveis pela gestão florestal”, destacou o autarca.
Num território particularmente vulnerável ao risco de incêndio durante os meses mais quentes do ano, o início destes trabalhos em Bouçoães representa mais do que uma intervenção técnica. Trata-se da materialização de uma estratégia que privilegia a antecipação em detrimento da reação, apostando na redução do risco antes da ocorrência das emergências.
A entrada em funcionamento desta máquina de rasto traduz, assim, o reforço de um compromisso coletivo com uma floresta mais resiliente, segura e sustentável, evidenciando que a cooperação intermunicipal e o investimento em meios de prevenção continuam a ser fatores decisivos na proteção do Alto Tâmega e Barroso face aos desafios impostos pelos incêndios rurais.
Jornalista: Paulo Silva Reis
Fotos: DR




















