O presidente do Luís Montenegro afirmou este sábado que o seu Governo segue uma linha “reformista, humanista, interclassista e personalista”, prometendo continuidade na governação com “coragem, persistência e foco no país”, ao mesmo tempo que rejeitou o que classificou como “intrigas e politiquice”.
O primeiro-ministro discursava na abertura do Congresso Nacional do Partido Social Democrata (PSD), em Sangalhos, no concelho de Anadia, distrito de Aveiro, num momento em que procurou reafirmar a identidade política do partido e o rumo do executivo.
Perante os delegados, Montenegro destacou os resultados eleitorais recentes do partido, incluindo vitórias nas regionais dos Açores, três eleições consecutivas na Madeira, duas legislativas e as últimas autárquicas, sublinhando ainda a recuperação da liderança da Associação Nacional de Municípios Portugueses, facto que mereceu forte aplauso na sala.
Na intervenção, o líder social-democrata descreveu o atual executivo como um Governo “reformista”, insistindo que Portugal está a atravessar um processo de transformação estrutural.
“Este Portugal não está igual e não vai ser o mesmo que encontramos há dois anos”, afirmou, defendendo que o país está a tornar-se “mais moderno, credível, atrativo e solidário entre gerações e regiões”.
Montenegro afirmou ainda que o rumo da governação será marcado por “humildade, resistência, proximidade e ambição”, rejeitando “distrações, equívocos e politiquice”, e garantindo uma atuação “com verdade e sentido de responsabilidade”.
O primeiro-ministro dirigiu críticas indiretas às oposições, incluindo o Partido Socialista e o Chega, acusando-as de promoverem “ruído” e “ressentimento” e de bloquearem soluções políticas.
“Respondemos com trabalho ao ruído, ao ressentimento, ao imobilismo e à falta de coragem”, afirmou, acrescentando que “para dizer mal de tudo não é preciso coragem”.
A propósito da recente rejeição parlamentar da proposta de revisão das leis laborais, Montenegro considerou que o episódio evidenciou falta de abertura ao compromisso por parte da oposição, defendendo que governar implica “negociar, ceder e convergir”.
O contexto internacional também marcou o discurso, com o primeiro-ministro a sublinhar um cenário global de instabilidade marcado pela guerra na Europa, conflitos no Médio Oriente, tensões comerciais, pressões migratórias e alterações climáticas, classificando o momento como “desafiante”.
Ainda assim, rejeitou qualquer discurso de resignação: “Não estamos aqui para nos lamentar, mas para agir e encontrar soluções”, afirmou.
Na parte final da intervenção, Montenegro deixou uma mensagem interna de unidade, assegurando que o partido chega ao congresso “unido” e que sairá dele “ainda mais coeso”, defendendo um debate “livre, aberto e construtivo”, sempre centrado no país e nos cidadãos.
Jornalista: Paulo Silva Reis com Lusa


















