Artigo de opinião de João Marrana – Assessor Santa Casa da Misericórdia de Lisboa e Vice-Presidente do Conselho de Administração da Fundação do Desporto 

O divórcio de JULIO CÉSAR da sua segunda mulher, Pompeia, imortalizou uma frase que se transformou num ditado popular por todos conhecido: “À mulher de César não basta ser honesta, é preciso parecer honesta”.

Quando alguém é chamado a ocupar cargos públicos, deve levar em linha de conta a assunção das responsabilidades, a transparência dos processos, o exercício de cidadania e de gestão ética e rigorosa da “coisa pública”, da salvaguarda dos interesses das pessoas, e a valorização das expetativas face ao futuro… comunicar e saber comunicar com quem nos elegeu, é um imperativo. É fundamental.

Esta expressão encerra em si mesma extraordinários juízos de reputação como a verdade, a confiança, a transparência, a excelência, a verticalidade. Conjuga um conjunto de atributos e valores que, colocados em prática no dia-a-dia, afetam diretamente as pessoas que prometemos servir e as politicas que se pretendem implementar.

Para PARECER, há que SABER SER e saber comunicar o que somos e fazemos, para escrutínio público. É importante que a mensagem seja transmitida de uma forma simples, precisa e concisa e transparente.

No desenvolvimento das atividades administrativas e de gestão pública, as entidades tendem a despertar perceções e ou atitudes favoráveis nas pessoas – nomeadamente, construindo o “benefício da dúvida”, importante base social de apoio para quem governa. Todos sabemos no entanto, que perceção não é sinónimo de realidade. Há pois que comunicar, partilhar a informação e elucidar a população. Quando tal não acontece, recrudesce a dúvida, a desconfiança e a reputação dos responsáveis fica inevitavelmente abalada.

Dar “Voz” à atividade, às realizações, às ações e à progressão da gestão é transformar em verdade para os outros a convicção dos que erguem e conduzem a organização.

Não se governa com segredo nem em segredo. Não se gere a “coisa pública” sem transparência, sem verdade e sem verticalidade.

É que à mulher de César, não lhe basta SER, também tem de o PARECER!

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