Artigo de Opinião escrito por Rita Teixeira – Jornalista

Quase todos os dias ouvimos uma história nova de alguém que sofreu de bullying. Creio que a maioria de nós sabe o que isto significa. Para quem não sabe, bullying corresponde à prática de atos repetitivos de violência física ou psicológica, de forma intencional, cometidos por um ou mais agressores contra uma determinada vítima. Ou seja, significa todo o tipo de tortura física ou verbal.

A partir daqui, surgem vários danos que o agressor pode causar na vítima, como um impacto bastante negativo na sua saúde psicológica, como medos, inseguranças e até mesmo depressões que se podem arrastar durante a sua vida toda.

Hoje, 20 de outubro, assinala-se o Dia Mundial do Combate ao Bullying e segundo o Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF), uma em cada três crianças do mundo, entre os 13 e os 15 anos, é vítima de bullying na escola regularmente. De facto, recordo-me que quando frequentava o ensino secundário foi, provavelmente, a época em que assisti a mais casos desta prática.

Mas algo que sempre me escandalizou foi o facto de ouvir frases como “só estão a brincar”… não, não estão a brincar. Há outras formas de brincar sem ter de rebaixar o outro. Porque como já referi, anteriormente, as atitudes de quem pratica o bullying pode ter consequências graves, uma delas é muitas vezes acabar com a própria vida, devido à vítima não aguentar a dor que sente.

No passado mês de setembro, o Diário de Notícias também noticiou que em Portugal suicidam-se três pessoas por dia. Segundo o documento da Ordem dos Psicólogos os fatores de risco que aumentam a probabilidade de alguém considerar suicídio são vários, sendo um dos principais o bullying e até o ciberbullying. É ainda referido no mesmo texto que a segunda maior causa de morte, entre os jovens dos 15 aos 34 anos, é o suicídio.

E por isto é que o bullying não deve ser um assunto para ser resolvido, somente, entre as crianças. A família é uma das estruturas mais importantes na prevenção e no combate à violência praticada contra crianças e jovens, assim como a escola. Uma vez que estes são os principais educadores, é necessário ensinar o que está errado e mostrar a importância de se valorizar e respeitar as pessoas.

Para as vítimas, pedir ajuda e denunciar estas situações demonstra ser difícil, mas em Portugal, é possível recorrer à Associação Portuguesa de Apoio à Vítima (APAV) para obter apoio.

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