O cancro colorretal é uma das principais causas de morte por doença oncológica em Portugal, mas também um dos mais preveníveis e tratáveis quando diagnosticado precocemente. Nesse contexto, a prevenção e o rastreio assumem um papel central nas políticas de saúde pública, alinhadas com a Estratégia Nacional de Luta contra o Cancro – Horizonte 2030.
O mês de março é internacionalmente reconhecido como o mês de sensibilização para este tipo de cancro, uma iniciativa que visa aumentar o conhecimento da população sobre a doença, promover a prevenção e incentivar a participação nos programas de rastreio.
Durante este período, diversas entidades de saúde, incluindo a Direção-Geral da Saúde, promovem campanhas informativas, ações de educação para a saúde e iniciativas comunitárias. O objetivo é alertar para a importância do diagnóstico precoce e combater o estigma ou desconhecimento associado aos exames de rastreio.
A prevenção do cancro colorretal passa por um conjunto de medidas práticas que podem ser adotadas no dia a dia.A adesão aos rastreios, nomeadamente realizar regularmente o teste de pesquisa de sangue oculto nas fezes, especialmente a partir dos 50 anos (ou antes, em grupos de risco); seguir as recomendações médicas para realização de colonoscopia quando indicado.
Adotar uma alimentação saudável, consumir regularmentefrutas, legumes, leguminosas e cereais integrais; reduzir o consumo de carnes vermelhas e processadas e evitar alimentos ultraprocessados.
A prática de uma atividade física, ou seja, manter uma rotina regular de exercício físico ajuda a reduzir o risco de vários tipos de cancro.
Evitar tabaco e álcool, não fumar e limitar o consumo de bebidas alcoólicas são medidas essenciais na prevenção.
Manter um peso saudável, o excesso de peso e a obesidade estão associados a um maior risco de cancro colorretal.
Estar atento a sinais e sintomas, como alterações persistentes no trânsito intestinal, presença de sangue nas fezes, dor abdominal ou perda de peso inexplicada devem motivar avaliação médica.
A prevenção do cancro colorretal em Portugal está fortemente alinhada com as políticas nacionais de saúde, que privilegiam o rastreio, a deteção precoce e a promoção de estilos de vida saudáveis. O mês de março reforça esta mensagem, lembrando que a informação e a ação atempada podem salvar vidas.
A concretização destes objetivos dependerá não só das entidades de saúde, mas também do envolvimento ativo da população na adoção de comportamentos preventivos e na adesão aos programas de rastreio.
Investir na prevenção hoje é garantir mais anos de vida com qualidade no futuro.
Artigo escrito por Carla Barroso Reis, enfermeira da ULSTMAD, membro da APSAT (Associação de Profissionais de Saúde do Alto Tâmega)












