O presidente da Câmara Municipal de Mesão Frio, Paulo Silva, afirmou que o concelho enfrenta “um rasto de destruição massivo” na sequência da sucessão de tempestades que, desde o final de janeiro, têm atingido o país e a Região Demarcada do Douro. Num comunicado dirigido aos munícipes, o autarca recorda que o território já tinha sido duramente afetado pelos incêndios de 2022 e pelas intempéries do inverno desse ano, sublinhando que, agora, Mesão Frio volta a ser “posto à prova”. Segundo refere, os prejuízos são generalizados e atingem agricultores, rede viária, património edificado, empreendimentos turísticos, habitações, caminhos rurais e trilhos pedestres.

“A violência e a persistência do mau tempo castigou sem clemência” o concelho, lê-se na nota, acrescentando que as consequências deverão prolongar-se nas próximas semanas, sobretudo ao nível das explorações agrícolas e das estradas que ligam as freguesias.

O presidente destaca a atuação permanente da Proteção Civil Municipal, em articulação com os Bombeiros Voluntários, a GNR e as Juntas de Freguesia, bem como o empenho dos serviços municipais de manutenção, obras e jardinagem, que trabalharam além do horário habitual para limpar derrocadas, desobstruir vias e repor condições de segurança.

Paulo Silva deixa também críticas ao Governo, lamentando a ausência de visitas oficiais e a não inclusão de Mesão Frio na lista de concelhos em situação de contingência. “Onde uns são filhos, Mesão Frio é considerado enteado”, afirma.

A primeira avaliação de danos já foi remetida à Secretaria de Estado competente, mas o autarca admite que os prejuízos deverão aumentar com a contabilização final. A Câmara garante que continuará a acompanhar as populações, agricultores, empresários turísticos e produtores locais, ao mesmo tempo que reclama junto do Estado os apoios que considera justos para o concelho.

“Com esperança, determinação e sentido prático”, conclui o presidente, o município continuará a mobilizar recursos para minimizar os impactos das intempéries e acelerar a recuperação do território.

Jornalista: Vitória Botelho

Foto: DR

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