O SINTAB – Sindicato dos Trabalhadores da Agricultura e das Indústrias de Alimentação, Bebidas e Tabacos de Portugal denunciou publicamente a ausência de resposta das câmaras municipais de Mirandela e Vila Flor relativamente ao futuro do Matadouro Industrial do Cachão, acusando as autarquias proprietárias da infraestrutura de manterem um “silêncio incompreensível” perante a situação de insolvência da unidade.

Em comunicado enviado à comunicação social, o sindicato revela que, há cerca de um mês, solicitou formalmente uma reunião urgente conjunta aos presidentes das duas autarquias, após declarações públicas sobre um eventual projeto de recuperação do matadouro.
Segundo o SINTAB – Sindicato dos Trabalhadores da Agricultura e das Indústrias de Alimentação, Bebidas e Tabacos de Portugal, o objetivo passava por obter esclarecimentos sobre as soluções em estudo e garantir que os trabalhadores diretamente afetados pela insolvência fossem informados sobre o futuro da unidade industrial.
No entanto, refere o sindicato, “quase um mês depois, nem Mirandela nem Vila Flor se dignaram sequer responder”, classificando a atitude como “um profundo desrespeito” não apenas para com os trabalhadores e as suas famílias, mas também para com toda a população da região transmontana.
A estrutura sindical considera que o silêncio das autarquias levanta sérias dúvidas quanto à existência de um verdadeiro plano de recuperação para o Matadouro Industrial do Cachão, admitindo duas hipóteses: ou não existe qualquer solução concreta, apesar das declarações públicas anteriormente proferidas, ou pretende-se afastar deliberadamente os trabalhadores da discussão sobre o futuro da infraestrutura.
“Qualquer uma das hipóteses é grave”, sublinha o comunicado.
O sindicato alerta ainda para a crescente preocupação dos trabalhadores relativamente à manutenção dos postos de trabalho e ao eventual desmantelamento progressivo de uma estrutura considerada estratégica para a economia agroindustrial de Trás-os-Montes.
O Matadouro Industrial do Cachão é apontado pelo SINTAB – Sindicato dos Trabalhadores da Agricultura e das Indústrias de Alimentação, Bebidas e Tabacos de Portugal como uma infraestrutura essencial para produtores pecuários, comerciantes e operadores ligados ao setor da carne bovina na região.
Perante a ausência de respostas por parte das autarquias, o sindicato anunciou que irá solicitar, com caráter de urgência, uma reunião ao administrador de insolvência, numa tentativa de obter os esclarecimentos que, afirma, “as câmaras decidiram negar”.
Ao mesmo tempo, o SINTAB apela à intervenção pública das associações de criadores de gado e das entidades representativas do setor comercial ligado à fileira da carne, defendendo que o futuro do matadouro “não pode continuar a ser tratado entre silêncios, omissões e jogos políticos”.
No comunicado, a estrutura sindical reforça ainda a necessidade de uma intervenção mais ampla por parte do Estado, defendendo políticas efetivas de coesão territorial e valorização das economias regionais.
“O Matadouro Industrial do Cachão é uma peça fundamental para a subsistência económica de Trás-os-Montes”, refere o sindicato, considerando indispensável garantir não apenas a continuidade da unidade, mas também o reforço da sua capacidade operacional e produtiva, em defesa da produção nacional, do emprego e da economia regional.

A Redação,
Foto: DR

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