Comitiva do concelho participou na Feira da Castanha e do Marron, em França, num encontro que reforça os laços de cooperação entre duas comunidades unidas pela tradição, pela identidade e pela importância económica deste fruto.
A castanha voltou a aproximar Valpaços de França. Uma comitiva do concelho marcou presença, no passado fim de semana, na Foire à la Châtaigne et au Marron, em Beynat, numa visita que reafirmou os laços de amizade entre as duas comunidades e valorizou um produto com profundo significado económico, cultural e identitário nos respetivos territórios.
A representação de Valpaços integrou o vereador da Câmara Municipal João Barroso e o presidente da Junta de Freguesia de Carrazedo de Montenegro e Curros, Carlos Sousa, entre outros elementos. A deslocação deu continuidade a uma relação de proximidade construída ao longo de várias décadas entre Carrazedo de Montenegro e Curros e a localidade francesa, tendo a castanha como um dos principais pontos de ligação.
Mais do que uma presença numa feira dedicada a um produto agrícola, o encontro constituiu uma oportunidade para estreitar a cooperação, partilhar experiências e reforçar a valorização de uma produção que representa uma parte importante da identidade e da economia de ambas as regiões.
A ligação entre Valpaços e Beynat ganha uma dimensão adicional pela presença, naquela localidade francesa, de uma comunidade com raízes no concelho transmontano. Esta realidade confere aos encontros um significado que ultrapassa a dimensão institucional, aproximando pessoas, preservando memórias e mantendo vivos os laços culturais, sociais e afetivos entre Portugal e França.
A participação na Feira da Castanha e do Marron permitiu, assim, promover o território valpacense num contexto internacional, dando visibilidade às tradições associadas à castanha e à importância de valorizar os produtos que distinguem as comunidades rurais.
Num momento em que a valorização dos recursos locais assume um papel relevante no desenvolvimento dos territórios, a relação entre Valpaços e Beynat demonstra como um produto comum pode servir de ponte entre culturas, estimular a cooperação e reforçar o sentimento de pertença.
A castanha é, neste caso, mais do que um símbolo agrícola: é um elo entre comunidades, uma expressão de identidade e um património partilhado que continua a aproximar Valpaços de Beynat, mesmo para lá das fronteiras.
Jornalista: Paulo Silva Reis
Fotos: DR





















