O Festival Sons no Parque entrou ontem, sexta-feira, em ação em Alijó e despede-se hoje, sábado, com mais uma noite dedicada ao rock e às sonoridades alternativas. Ao longo de dois dias, o evento volta a transformar o concelho num dos principais pontos de encontro para os amantes da música ao vivo, reunindo artistas nacionais e internacionais num ambiente de proximidade entre músicos e público.
A edição deste ano apresenta um cartaz diversificado, onde o rock, o blues, o funk, o pós-punk e o rock psicadélico se cruzam numa programação que tem vindo a afirmar o festival como uma referência no circuito dos festivais de verão.
Entre os regressos mais aguardados estiveram os franceses Dätcha Mandala, que voltaram ao palco depois da marcante atuação realizada em Alijó em 2018. A banda trouxe novamente a sua combinação de heavy blues, stoner e rock psicadélico, num espetáculo de grande intensidade.
Também os norte-americanos The Last Internationale regressaram ao festival, depois da passagem memorável em 2023. Liderado por Delila Paz, o grupo voltou a apresentar um concerto onde o rock clássico, o blues e a energia em palco conquistaram o público presente.
A programação desta edição ficou igualmente marcada pela estreia de Ida Nielsen, baixista dinamarquesa reconhecida internacionalmente pelo trabalho desenvolvido ao lado de Prince. A artista apresentou um espetáculo onde o funk, o soul, o rock e a world music se fundiram numa atuação de grande qualidade técnica.
Outra das novidades foi Jackie Venson. A guitarrista e cantora norte-americana, natural de Austin, levou ao palco a sua interpretação contemporânea do blues e do rock, confirmando a reputação conquistada nos palcos internacionais.
O festival recebeu ainda os britânicos Opus Kink, um dos projetos emergentes da cena pós-punk europeia, que apresentaram um espetáculo marcado pela fusão de diferentes estilos musicais, e os portugueses Travo, banda que voltou a demonstrar a força do rock alternativo nacional.
Com entrada gratuita, o Sons no Parque continua a distinguir-se pela aposta em artistas de culto, propostas inovadoras e concertos de elevada qualidade, proporcionando uma experiência diferente dos grandes festivais comerciais.
A edição de 2026 encerra hoje, sábado, confirmando mais uma vez Alijó como um destino de referência para quem procura descobrir novas sonoridades e viver a música ao vivo num ambiente intimista e de grande proximidade.
Jornalista: Vitória Botelho
Foto: DR

















