Arrancou ontem, em Vilar de Perdizes, Concelho de Montalegre, o 39.º Congresso de Medicina Popular, um encontro que, até domingo, dia 31, reúne investigadores, terapeutas, profissionais de saúde e guardiões da sabedoria ancestral.
A sessão de abertura ficou marcada por momentos simbólicos e palavras de acolhimento, onde foi enaltecido o património imaterial que a medicina popular representa. Das ervas medicinais aos rituais de cura e práticas de bem-estar, os saberes partilhados trazem consigo a memória coletiva de um povo que aprendeu a escutar o corpo em harmonia com a terra.
Um dos pontos altos do primeiro dia foi a habitual visita aos stands instalados na zona envolvente ao auditório, espaço de partilha onde investigadores, artesãos e participantes dão a conhecer tradições, investigações e experiências ligadas à saúde e ao bem-estar.
O mentor do evento, o conhecido Padre Fontes, apesar de todas as suas limitações de saúde, fez questão de marcar presença.
Num período em que o mundo procura cada vez mais equilíbrio entre ciência e natureza, o congresso afirma-se como um espaço de diálogo entre saberes populares e medicina contemporânea, promovendo a reflexão sobre a importância de preservar, reconhecer e integrar práticas ancestrais no tecido social e cultural atual.
A Redação,
Foto: CM Montalegre




