A biodiversidade única do Alto Tâmega e Barroso esteve em destaque em mais uma edição do “Encontro com a Natureza”, iniciativa realizada em Lagoa do Alvão, concelho de Vila Pouca de Aguiar, dedicada à valorização do património natural da região.
A jornada decorreu ontem dia 13 de maio, junto ao Centro de Educação Ambiental do Alvão, reunindo especialistas, investigadores e participantes num momento de partilha de conhecimento sobre a fauna, os ecossistemas e a riqueza ambiental deste território.
A iniciativa contou com a presença do vice-presidente da autarquia, José Teixeira, e teve como convidados Paulo Belo, José Arantes e Ernestino Maravalhas, que conduziram uma tertúlia dedicada à biodiversidade do Alto Tâmega e Barroso.
A programação começou durante a manhã com uma saída de campo pelo espaço envolvente ao Centro de Educação Ambiental, proporcionando aos participantes uma observação direta da natureza local, num percurso marcado pela descoberta e interpretação ambiental.
Durante o encontro, Ernestino Maravalhas destacou a singularidade do território, sublinhando a qualidade ambiental e a ligação harmoniosa entre natureza e comunidade. “Tenho um terreno pequenino, vivo aqui e não trocava este lugar por sítio nenhum no mundo, porque aqui há água, há biodiversidade, há ar puro, há sustentabilidade e a facilidade de viver num ambiente que não é hostil”, afirmou.
A sessão incluiu ainda a apresentação “Um olhar sobre a Biodiversidade do Alto Tâmega e Barroso”, da autoria de Ernestino Maravalhas, José Manuel Arantes e Daniel Sanches, onde foram revelados dados expressivos sobre a riqueza natural da região.
Segundo os especialistas, das 549 espécies de aves identificadas em Portugal, 205 encontram-se também no Alto Tâmega e Barroso. A região alberga ainda 17 das 71 espécies nacionais de mamíferos, 17 das 25 espécies de morcegos existentes no país e 25 das 33 espécies portuguesas de répteis. Os números revelam igualmente uma enorme diversidade de insetos, com presença de cerca de 80% das espécies nacionais de borboletas diurnas e mais de dois terços das espécies portuguesas de libélulas.
O encontro voltou assim a evidenciar o elevado valor ecológico do Alto Tâmega e Barroso, reforçando a importância da preservação ambiental, da educação para a natureza e da valorização sustentável dos recursos naturais da região.
A Redação
Fotos: DR




















