Álvaro Mendonça e Moura foi reeleito presidente da Confederação dos Agricultores de Portugal (CAP) para o mandato 2026-2029, numa eleição marcada por uma expressiva demonstração de confiança das organizações do setor agrícola.
A Lista A obteve 96% dos votos, correspondendo a 153 votos favoráveis e sete votos em branco, reforçando o apoio já alcançado no mandato anterior e evidenciando a unidade interna da Confederação.
A nova direção da CAP apresenta uma renovação significativa, com cerca de 60% dos membros a integrarem o órgão pela primeira vez. Esta mudança representa uma aposta no rejuvenescimento e numa maior representatividade territorial e setorial da estrutura associativa.
Após a eleição, Álvaro Mendonça e Moura destacou o sentido de responsabilidade associado à renovação da confiança das organizações agrícolas, sublinhando que este novo mandato coincide com um momento simbólico para a Confederação, que celebra 50 anos de atividade ao serviço da agricultura portuguesa.
O dirigente referiu ainda que os próximos anos serão marcados por desafios importantes para o setor, apontando questões como a competitividade, a sustentabilidade, a gestão da água, a escassez de mão-de-obra, a valorização da produção nacional e a necessidade de criar condições para atrair novas gerações de agricultores.
Além da eleição para a presidência da Direção, os agricultores elegeram também Jorge Rita, da Federação Agrícola dos Açores, para presidente da Mesa da Assembleia Geral, enquanto Luís Mesquita Dias, da Associação dos Horticultores, Fruticultores e Floricultores dos Concelhos de Odemira e Aljezur, assumirá a presidência do Conselho Fiscal.
Os novos órgãos sociais da CAP passam a integrar representantes de várias organizações agrícolas, florestais, cooperativas e associações setoriais de diferentes regiões do país, reforçando a diversidade e abrangência da Confederação.
Jornalista: Vitória Botelho
Foto: DR

















