O futebol português viveu este sábado um dos momentos mais emocionantes dos últimos anos. Pizzi colocou um ponto final na carreira profissional aos 36 anos, despedindo-se dos relvados no encontro entre o Estoril Praia e o Sport Lisboa e Benfica, numa altura em que os encarnados vencem por 3-0, naquele que ficará para sempre como o último capítulo de uma carreira marcada pela classe, inteligência e regularidade.
O momento da despedida foi vivido com enorme emoção no Estádio António Coimbra da Mota. À saida do relvado, Pizzi recebeu uma guarda de honra carregada de simbolismo e respeito, num gesto protagonizado não só pelos jogadores em campo, mas também pelos elementos do banco do Benfica. O estádio ergueu-se numa longa ovação ao médio transmontano, reconhecendo o percurso de um dos futebolistas mais talentosos da sua geração.
Natural de Bragança, Pizzi levou o nome de Trás-os-Montes aos grandes palcos do futebol nacional e internacional. Foi nas terras brigantinas, ao serviço do clube do bairro da Mãe d’Água, que começou a desenhar os primeiros passos de um percurso que viria a transformá-lo num dos médios portugueses mais influentes das últimas décadas.
Ao longo da carreira, Luís Miguel Afonso Fernandes somou perto de 700 jogos oficiais entre clubes e Seleção Nacional, construindo um trajeto de enorme consistência competitiva. Reconhecido pela qualidade técnica, visão de jogo, capacidade de assistência e eficácia ofensiva, o transmontano tornou-se uma referência do futebol português e uma figura acarinhada pelos adeptos.
Internacional português, fez igualmente parte da geração que conquistou a histórica UEFA Nations League 2018–19 ao serviço da Seleção Portuguesa de Futebol, acrescentando ao currículo um dos momentos mais marcantes do futebol nacional.
A Redação
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