O furto de sete cabos elétricos de grande dimensão na Barragem do Azibo está a comprometer o arranque da campanha de rega no aproveitamento hidroagrícola de Macedo de Cavaleiros, afetando cerca de 1.200 agricultores distribuídos por 11 freguesias do concelho.
A denúncia foi feita pelo presidente da Associação de Beneficiários de Macedo de Cavaleiros, Jorge Rentes, que explicou que os cabos furtados asseguravam o fornecimento de energia aos reservatórios de Salselas e Vale da Porca, fundamentais para o abastecimento de água às explorações agrícolas.
Segundo o responsável, a abertura do sistema estava prevista para a semana seguinte à Páscoa, mas a deteção do furto obrigou a rever o calendário e a desencadear trabalhos urgentes de reposição.
Para já, está em fase final a recuperação da alimentação elétrica do reservatório de Vale da Porca, o que poderá permitir a abertura parcial do sistema já na próxima semana, beneficiando localidades como Vale da Porca, Vale Prados, Macedo de Cavaleiros, Carrapadas, Cortiços e Castelãos.
Mais complexa é a situação no reservatório de Salselas, onde foram furtados cinco cabos com cerca de 800 metros cada. A reposição já foi solicitada, mas depende do fornecimento de material, inexistente em stock devido à dimensão exigida.
Apesar da chuva registada nos últimos dias ter ajudado a minimizar impactos imediatos, o regresso de temperaturas elevadas poderá agravar as dificuldades dos agricultores ainda sem acesso à rega.
A associação garante estar a desenvolver todos os esforços para restabelecer a normalidade “com a maior brevidade possível”, numa altura crucial para a atividade agrícola da região.
A Redação com Lusa
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