O presidente do Partido Social Democrata e primeiro-ministro, Luís Montenegro, afirmou esta sexta-feira que os portugueses “não querem eleições” e que será apenas em 2029 que o país voltará a avaliar o desempenho do Governo e das forças da oposição.

As declarações foram feitas em Vila Pouca de Aguiar, durante a sessão de apresentação da recandidatura de Montenegro às eleições diretas do PSD, marcadas para 30 de maio.
“O povo não quer eleições, eu até diria, está farto de eleições. O povo já fez a sua opção e em 2029 fará a próxima”, afirmou o líder social-democrata, defendendo que até lá cabe ao Executivo “cumprir a sua missão” e apresentar resultados.
Num discurso com cerca de 50 minutos, Montenegro sublinhou que o eleitorado não avaliará apenas o Governo, mas também o comportamento das oposições. “O povo julga o Governo e julga as oposições, julga o reformismo do Governo e o reformismo, ou a falta dele, das oposições”, declarou.
Ao longo da intervenção, o primeiro-ministro abordou temas como agricultura, educação, mercado de trabalho, pensões e política fiscal, insistindo na redução de impostos como eixo central da estratégia económica do Executivo.
“Baixar os impostos sobre o trabalho das pessoas e das empresas é o nosso modelo económico, é mesmo estratégico e estruturante da sociedade que nós queremos”, afirmou, considerando que estas medidas representam uma “transformação estrutural” do país.
Montenegro dedicou ainda parte do discurso à reforma do Estado e à simplificação administrativa, defendendo processos mais rápidos e eficientes na administração pública. O líder do PSD rejeitou críticas de que essas mudanças possam significar menor transparência ou redução da fiscalização.
“Quando nós falamos de ter um processo administrativo mais ágil, de acabar com muitos pareceres prévios do Tribunal de Contas, nós não queremos que as pessoas não cumpram as regras”, garantiu.
Segundo o primeiro-ministro, existe resistência política sempre que o Governo tenta avançar com reformas estruturais. “Toda a gente concorda com isto, mas quando se põe em cima da mesa fazer isto, ‘aqui-del-rei’ que querem tirar o controlo e a fiscalização. No fundo, querem que fique tudo na mesma”, criticou.
“Mas nós não viemos para deixar tudo na mesma”, reforçou.
Sobre a proposta de reforma laboral já entregue no parlamento, Montenegro rejeitou acusações de que o PSD pretenda reduzir direitos dos trabalhadores ou facilitar despedimentos.
“O PSD não quer acabar com direitos, nunca quis, nunca fez e não vai fazer. O PSD quer um país mais produtivo”, afirmou.
A sessão contou também com a presença de Ana Rita Dias, presidente da Câmara Municipal de Vila Pouca de Aguiar, que será mandatária distrital da candidatura de Montenegro em Vila Real.
Luís Montenegro foi eleito líder do PSD pela primeira vez em maio de 2022. O 43.º Congresso nacional do partido está agendado para os dias 20 e 21 de junho, em Anadia, distrito de Aveiro.

A Redação com Lusa
Fotos: DR

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