A Polícia Judiciária (PJ) portuguesa teve um papel de destaque na mais recente operação internacional coordenada pela Europol contra o crime organizado e o branqueamento de capitais, que permitiu localizar suspeitos e identificar milhões de euros em bens e ativos financeiros de origem criminosa.

A participação nacional foi assegurada através da Unidade de Informação Financeira (UIF) e do Gabinete de Recuperação de Ativos (GRA), estruturas especializadas da PJ no combate ao crime económico-financeiro e na recuperação de património ilícito.

A operação integrou a terceira edição do Projeto ASSET (Asset Search & Seize Enforcement Taskforce), promovido pela Europol entre os dias 19 e 22 de maio, na cidade de Haia, envolvendo forças de segurança, unidades de inteligência financeira e autoridades judiciárias de 31 países.

Segundo a Polícia Judiciária, a ação internacional permitiu localizar dois suspeitos ligados a atividades criminosas e identificar um volume significativo de ativos financeiros e património ilícito, estimado em milhões de euros.

No total, durante a operação foram identificadas: 884 contas bancárias; 80 empresas; 55 carteiras de criptomoedas; 74 veículos e uma embarcação; 44 imóveis, incluindo propriedades avaliadas em vários milhões de euros.

A PJ portuguesa colaborou diretamente nos trabalhos de análise financeira, rastreamento de ativos e cooperação internacional, áreas consideradas essenciais no combate às redes criminosas transnacionais que operam através de esquemas de branqueamento de capitais, fraude financeira e utilização de criptoativos.

A operação foi coordenada pelo Centro Europeu de Crimes Financeiros e Económicos (EFECC) da Europol e contou com o apoio da Eurojust, INTERPOL, Ministério Público Europeu e várias entidades internacionais ligadas à investigação financeira.

O envolvimento da Polícia Judiciária portuguesa nesta operação reforça o papel crescente de Portugal nas estruturas europeias de combate ao crime financeiro e recuperação de ativos, numa altura em que as autoridades internacionais alertam para o aumento das fraudes digitais e da utilização de sistemas financeiros complexos por organizações criminosas.

A Europol destacou que esta operação permitiu igualmente identificar novos métodos de lavagem de dinheiro e tendências emergentes no crime económico-financeiro, informações consideradas fundamentais para futuras investigações internacionais.

A participação da PJ através da UIF e do GRA é vista como estratégica no reforço da cooperação policial europeia, particularmente na deteção e apreensão de património ilícito, uma das principais ferramentas no enfraquecimento das estruturas do crime organizado.

A Europol destacou ainda o contributo das suas equipas especializadas em crimes financeiros, investigação digital e rastreamento de criptomoedas, bem como o apoio da rede CARIN e da parceria europeia de inteligência financeira público-privada.

O Projeto ASSET conta com financiamento da Comissão Europeia e apoio da rede @ON, liderada pela Direção Italiana de Investigação Antimáfia.

Entre os países participantes estiveram Portugal, Espanha, França, Alemanha, Reino Unido, Estados Unidos, Austrália, Ucrânia, Suíça e Países Baixos, entre outros, numa das maiores operações internacionais recentes de combate ao branqueamento de capitais e recuperação de ativos criminosos.

A Redação

Foto: DR

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